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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Gadú e minha auto-sabotagem

Ok, ela é legal. Ok, a voz dela é bonita, as composições são boas. Ela é irreverente, "nova Cássia Eller" (?), tá.



Mas ser indicada a um Grammy?! Fala sério!

Estamos tão sem bons compositores assim no Brasil?

Tristemente digo: até eu fiquei com esperança agora.

Hunf!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Música (realmente) popular brasileira

Vivendo como uma pessoa comum, do povo (e não a pop star que normalmente sou, hiahiah, mentira!) tenho ouvido muito arrocha e música sertaneja. Meio chato e meio interessante. Penso em como a gente acaba ficando meio alheio às músicas realmente populares que estão rolando pelo país, ocupados que estamos em estudar a música. Que coisa.

Mas então. Isso tudo vocês já sabiam. Mas talvez não conheçam essa grande novidade (pra mim, pelo menos): o arrocha sertanejo!




Esses são a dupla Edu e Maraial, cantando Bandido do Amor, em Recife-PE.
Desculpem a má qualidade da imagem, mas foi o melhor áudio que encontrei. Além do mais, ainda dá pra vocês verem como é que se dança.


domingo, 19 de dezembro de 2010

TÔ DE FÉRIAS!!

Eeeeeeeeeeh!!!

Até fevereiro:

- só canto no chuveiro;
- só toco violão;
- só componho bobagens despretensiosas;
- leio e assisto filmes;
- faço exercício todo dia;
- durmo até as 8h da manhã...


...enfim, sou um ser humano normal. :)

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Da ofensa do fim e do elogio do início

Um dia eu fiz um show e alguém que nunca tinha me visto cantar veio me dar os parabéns no final. Alguém relativamente conhecido, que disse:


- Ellen, estou surpreso. Você está uma cantora de verdade; já está pronta!


A pessoa falou em tom animado e amistoso mas...eu me ofendi. Não gostei do comentário. Não sei exatamente explicar porquê, mas ontem, assistindo ao show de Babuca, acho que entendi.
Um professor que muito gosto e respeito me disse, neste fim de semestre:

- Todos que estão aqui [no curso] estão num nível ótimo para começar.

Eu entendi o que ele quis dizer. A música é um mundo enorme. O palco, o mercado de trabalho, a seara musical diária é outra amplidão. Estamos prontos sim. Prontos pra COMEÇAR a viver tudo isso. Eu fiquei feliz dele conseguir ver essa semente em nós, alunos.

Acho que foi isso: é como se aquela "pessoa conhecida" lá de cima visse naquela minha apresentação, tão pequena, tão simples e ainda tão amadora, tudo que eu posso dar. E eu me ofendi com isso. Sei que não estou pronta pra coisa nenhuma. Estou apenas começando. Mas estou orgulhosa e feliz, porque demorei muito pra chegar aqui. Me senti entre os gloriosos quando o professor disse que estou, eu também, pronta pra começar. Que bom! A música é um mundo tão vasto e tão lindo que estar pronto para dar início a essa jornada, puxa vida, já é maravilhoso motivo de orgulho.




Foi o que eu senti ontem no show de Felipe Grimaldi - Babuca: orgulho. Fiquei orgulhosa de ser colega dessa figura. De ter uma aproximação de colega, de pessoa, de ser humano, de coração. Fiquei orgulhosa de entender, ali, assistindo os belos baixos do violão do menino, o que o professor quis dizer. Sim, estamos prontos pra começar. Uau, e que belo começo estamos tendo! Que começo sensível, delicado e musical! Viva!


Saravá, Mestre Aderba foi o nome do show-homenagem que Babuca prestou ao professor Aderbal Duarte, grande violonista baiano, segundo ele mesmo, seguidor da tradição de Baden, e que vem também, por sua vez, fazendo escola. Um violão que cria uma técnica brasileira de tocar, melodioso, percussivo e de harmonia rica. Babuca tocou composições dele e também de Aderbal, além de arranjos do Mestre, com pitadas de introduções e finalizações que ele mesmo, Babuca, criou. Foi lindo, gente! Destaco os arranjos para Triste e Samba Triste, respectivamente de Tom e Baden, e para a composição de Aderbal Flutuando, tão mil vezes tocada pelas jams sessions de Salvador que eu nem sabia que era dele.


Preciso falar das participações especiais, que abrilhantaram muito a noite. Foram muitas, mas eu destacaria o baixo elétrico de Pedro Dias, a flauta de Tito Fukunaga e o sax alto de Joander. Vixe, solos de arrepiar!


Espero que vocês tenham a sorte que Babuca repita esse show ano que vem. Como ele mesmo disse, projeto independente é dose de levar em frente (infeliz rima!).


Hum, estou é muita da chique. Consegui foi uma acessora de imprensa nesse show. Ui! ;)


Beijos!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Elza



Uau, Amadeu gerou mil comentários, hein? É um cara famoso e querido, pelo visto.

Com essa coisa de estar sem internet, as notícias ficam um pouco atrasadas, desculpem.

Nesse mesmo feriado esqueci de contar que fui ver o filme Elza.


E digo logo a vocês: não gostei. Quer dizer, né...tudo nessa vida é questão de expectativa. Eu AMO Elza, sou apaixonada por ela, tenho muita admiração por sua voz e sua história. Entendi que o filme contaria mais sobre sua vida, seu percurso, suas dificuldades. E não foi nada disso. Foi uma série de parcerias e versões de músicas (belíssimas, devo dizer), com pitadinhas da sua história que, ora, eu já sabia todas. Bem superficial, nesse aspecto.

Foi lindo, é verdade, vê-la cantar com Paulinho da Viola, Betânia, vixe, lindo! No dia de Oxum, então, ver essas duas mulheres que tanto admiro, cantando juntas e se elogiando e se admirando, enquanto mulheres, cantoras, brasileiras - foi lindo! A versão de Elza pra Rosa Morena, ave Maria, coisa mais linda que eu já vi em minha vida, a mulher arrasa demais. Mas...realmente fiquei na curiosidade, no gostinho do quero mais, de saber da vida da figura.

Então...se arrisquem.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nessa cidade todo mundo é de Oxum




O feriado foi muito produtivo musicalmente.

Aqui em Salvador, dia 08 de dezembro é dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, então é feriado municipal. No sincretismo religioso baiano, Nossa Senhora da Conceição é também Oxum, mãe das águas, para o candomblé, o que gera uma série de festas, homenagens e oferendas. Oxum é linda, dourada, vaidosa, suave. Ela é alguma coisa minha (segundo os entendidos do candomblé, mas não sei explicar bem o quê) e eu me identifico mesmo com ela.

Ela aparece, inclusive, no filme Besouro.



Eu fui convidada para uma dessas belas festas, pelo grupo RevisÁfrica, lá de Itapuã. Parte das Ganhadeiras também estava lá, e foi um show lindíssimo! Foi o retorno do grupo, que tinha dado uma parada. Com músicas autorais e outras provindas da tradição oral do bairro, eles prestaram homenagem à Mãe Dourada com danças, cânticos e com o bailado típico do Orixá. Vixe, foi muito emocionante a entrada e a dança de Oxum!

A comida, a decoração, tudo estava adequado e lindo: bacalhau com feijão de corda como prato principal, cocadinhas e arroz doce de sobremesa. Foi uma festa familiar, de amigos íntimos, pequena e linda. Que bom ter sido convidada pra ver tudo isso. Quem sabe um dia tenho a honra de cantar com eles!

Fui convidada mesmo foi pra fazer uma participação no show de Amadeu Alves, grande violonista e compositor da cidade, que hoje dirige a Casa da Música, lá de Itapuã também. Ainda não tinha ido no show dele. Ele está acompanhado de outro violão (e bandolim) e percussão (desculpem, não decorei os nomes dos músicos), no Sesi do Rio Vermelho, toda quarta-feira, as 20h.


Nesta quarta, que eu fui, teve várias participações especiais e ilustres, como a de Tina (cantora), Luiz Rocha (gaitista) e PMN - Percussivo Mundo Novo (do Bairro da Paz). Mikael Mutti, o vocalista do PMN, nos apresentou a sua Tereza: uma mistura de guitar hero, computador e percussão, um som fantástico e surpreendente, junto com os tambores dos meninos. Foi lindo e impressionante ver a mistura de tudo isso em composições já conhecidas e tradicionais e também nas composições de Amadeu, que adorei! Infelizmente essa mistura específica vocês não vão mais poder ver, mas Amadeu está lá, dezembro e janeiro já confirmados, toda quarta de noite. Em uma dessas noites estarei também eu. Aviso por aqui.

Beijos!

domingo, 5 de dezembro de 2010

Post de auto-ajuda


Não se compare com ninguém.
Observe seu próprio crescimento.
Dê o máximo de si; depois divirta-se.
Ao realizar uma tarefa, dedique-se apenas àquela tarefa.
Todo problema existe porque existe uma solução pra ele.
Num momento de aparente fracasso, veja oportunidades para o desabrochar, como as árvores fazem do inverno para a primavera.
Tudo nessa vida é treino.
O burilamento do corpo tem o mesmo objetivo do burilamento do espírito - manifestar sua capacidade infinita.
Não seja arrogante ao ponto de achar que sua situação de agora é o melhor que você pode fazer.
Não acredite na situação aparente.
O medo, por fim, é pura falta de fé.


Estudando para a prova de Percepção.
Deus me ajude.


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Correndo

Correndo de novo. Ainda sem net. O show de ontem foi cancelado, mas o de quarta foi lindo. Estou famosa e nem sei... :)

Esta semana que entra é a última. Graças a Deus e aos céus por isso.

Viva minha mãe Oxum e Nossa Senhora da Conceição. (Ai ai ai...)

Beijos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Avisos




Passando correndo para dar alguns avisos:

1) Estou sem internet. (Buaaaa!) Então tem sido difícil postar. Queria falar de tantas coisas, das provas, do Rio de Janeiro, do show do Pato Fú...
mas vai ficar tudo pra depois.

2) Que amanhã tem show da Quanta no bar Mumbaba, às 21h, 15 reais, no Rio Vermelho. Fica no largo da Dinha, apenas atravessando a rua, ao lado da famosa (para todo mundo menos pra mim, nunca tinha ouvido falar) Padaria.



3) Que hoje (daqui a pouquinho!) é o show dos cursos de Música Popular, no Irdeb - Federação, apenas um kilinho de alimento pra ver a mim e mil outros artistas maravilhosos. Corre, fecha esse site e vai ver a genteeeeeee!!


4) Pra você que continuou lendo...Estou em 15 desesperados dias de provas. Mas depois disso...aaaaaaaaah, férias!

Beijos com saudade.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Apresentações de dezembro


Atenção, atenção, TERESINHA!!!

O show do dia 13 de dezembro foi cancelado!! :(

Aproveito para lembrar a todos do show do dia PRIMEIRO. Vai ser a apresentação do resultado dos trabalhos feitos no curso de Música Popular. Muito interessante pra quem quer saber o que estamos produzindo e estudando na Escola. Mais interessante ainda pra quem quer me ver, que eu acho que é a minha última apresentação desse ano.

Teatro do Irdeb, 1kg de alimento, 19h.

VÃO ME VEEEEEEEEER!!

:*

sábado, 20 de novembro de 2010

Cadillac Records



Geeeeeente, pensa num filme bom?


Esse aí mesmo, Cadillac Records. É sobre a história da Chess Records, a gravadora que lançou muitos nomes maravilhosos da música, como Muddy Waters, Little Walter, Etta James e lá se vai, uma lista fantástica. E aí fizeram esse filme, como se Willie Dixon contasse a história da Chess Records.

Claro que é cinema, então tem aqueles detalhes que só a ficção pode contar. Mas é como meus amigos quadrinistas falam: a ficção precisa ter lógica, a vida não. A vida da gente dá excelentes filmes, mas seriam roteiros tão cheios de furos, que as pessoas acabam adaptando certas coisas pra fazer sentido. Como eu já citei outro dia: qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. E qualquer filme também.

Então eu gosto muito de ler e assistir biografias. Gosto de saber como as pessoas chegaram onde chegaram, se tornaram quem se tornaram. Tenho algumas biografias preciosas em casa, como a de Elis Regina, Leila Diniz, Tim Maia, Beatles. Caço mesmo as biografias nas livrarias, é um tema que amo. E esse filme, apesar de não falar da vida de alguém especificamente, conta partes das vidas de pessoas que admiro muito. Tem atores excelentes no elenco (à exceção de raros), tem cenas fortes e emocionantes e...pelo amor de Deus, o que dizer das canções, né? Muito boas, excelentes escolhas.

Enfim, assistam!


quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Guias


A Quanta começou a gravar. Eu já falei que detesto gravação? Detesto.

Quer dizer...eu gosto, é claro. É uma emoção, uma experiência ótima para a voz, você se ouvir "por fora", como sua voz soa para os outros. Incrível no real sentido do inacreditável mesmo. Mas...é um saco. Cansativo. Grava, volta, mil vezes a mesma coisa pra depois ter que fazer tudo de novo. É nesse sentido que eu digo que é chato. Ontem mesmo...vixe, 4h só pra gravar as "guias", que são as bases que vão ajudar cada instrumentista a gravar sua parte isoladamente.

Enfim, tem mil maneiras de gravar, mas nós vamos gravar cada instrumento isoladamente, em sua pista. Isso é bacana, que na hora de equalizar e mixar tudo fica mais fácil. Quer dizer...fica melhor.

Foi divertido, pedimos pizza, o dono do estúdio na maior perturbação, tudo isso fez ficar menos cansativo. Era pra ir até 01 da manhã, mas 0h eu já tava pedindo arrego, nem sei como cheguei em casa, de bêbada de sono que eu estava.

Ainda foi ótimo para a auto-estima, porque os meninos fizeram a maior declaração, dizendo que eu era uma cantora retada, que todos eram apaixonados por mim, etc e tal. E isso faz bem pro ego. Ainda mais se já é meia noite e você está com os cabelos pra cima e os dedos cheios de gordura, se lambrecando. Huahuahuah!



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

:P


A fotinha que prometi, da apresentação do dia 09/11/10:

Lá no cantinho, à esquerda: Felipe Grimaldi.
As meninas: Tâmara Pessoa, Ana Paula Albuquerque (pró), Luísa Meirelles.
Cá embaixo: eu e Aiace Félix.


Deixa eu falar uma coisa muito importante agora:

O BAÊA TÁ NA PRIMEIRA DIVISÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO, UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Interpretação


A apresentação do dia 09 foi liiiiiiiiiiiiiinda!! Fiquei lá besta, olhando pras minhas coleguinhas e pensando: "Uau, eu sou colega dessas meninas!" Já estão quase pop mega ultra super stars! :D

Quanto a mim...fiquei nervosinha. Então não foi tão bonito quanto eu gostaria que fosse. Mas isso também foi bom. Sabem...eu estudei técnica vocal tanto tempo, que vou cantando e pensando: "vou usar esse músculo aqui, respirar assim, colocar a voz ali"... (risos) É verdade!! E acho...que já chega.

Acho que já estudei tanto, que já está na hora de parar de pensar nisso tudo. Está na hora de me concentrar em muitas outras coisas. Como a interpretação. Minhas colegas falam que são ao contrário de mim, que pensam bem mais na interpretação do que na técnica ou, algumas, que simplesmente não pensam. (risos) Não sei dizer se existe um processo "correto" de performance, de estar sobre o palco. Mas percebi isso sobre mim. Está na hora de estudar mais interpretação. Fazer só a manutenção das questões técnicas já conseguidas até agora, talvez aprimorar um ponto ou outro, mas vou me focar mais nessa outra parte.

Vocês, é claro, vão junto comigo nessa nova viagem! :)

O pessoal me elogiou bastante foi pela interpretação de Vingança, de Lupicínio Rodrigues. Posto pra vocês um videozinho da primeira cantora que cantou esta música, em 1951: Linda Batista*. (Apesar de que, o vídeo é de 1976.) Observem a interpretação que ela dá.

Beijo.



* Ela não foi a primeira cantora a cantar nem a gravar, mas a primeira na voz de quem a música realmente ficou famosa.

domingo, 7 de novembro de 2010

Aula Pública 09-11


Ah! Dia 09 - terça-feira - vai ter aula aberta de Canto Popular e eu vou cantar. Vai ser linda a apresentação, com músicas da década de 50, composições dos alunos de Composição e milhares de instrumentistas nos acompanhando. Vai ser lindo e interessante. VÃO ME VER!

A apresentação vai ser de tarde, de 15h as 17h, na Escola de Música da UFBA - Rua Araújo Pinho, s/n - Canela, GRÁTIS!

VÃO!

Beleza é fundamental?


Gosto de comentar shows. Como já tinha dito no Em Canto, pra mim são aulas. Quem dá aulas bacanas, faço questão de elogiar, citar e recomendar, mas que ensina coisas "ruins"...é melhor não falar quem é. Esse comentário de hoje...não consigo nem avaliar se é "bom" ou "ruim". De todo modo, vou preferir não citar o nome da figura.

Ontem fui no show de uma cantora. E fiquei...ahn - :O - de queixo c-a-í-d-o. Pensem numa mulher LIIIIIIIIIINDA! Era a mulher. Veja bem, não é que ela fosse assim tão linda de morrer. No público tinha moças tão ou até mais bonitas do que ela. Mas ela tinha...o que o povo chama de sex-appeal. Realmente, a garota era poderosa, ninguém podia negar.

Bronzeado bonito, cabelos lisos, dentes perfeitos, lapas de coxa, ok, tudo nos conformes e dentro dos ditames da moda. Mas não era nada disso. Nem o vestido curto. Nem o fato dele também ser tomara que caia. Nem o chapeuzinho que ela usou do meio pro fim do show. Era um encanto. Um jeito de olhar, de sorrir, de cantar, de se expressar, que me fez ficar parada as 10 primeiras músicas, pensando: "aí está uma estrela".

Puxa, mas então me vieram tantos questionamentos... O que faz uma estrela? É necessário todo esse sex appeal? A criatura precisa parecer sexy pra fazer sucesso? E o que dizer das feinhas, rechonchudinhas e das pobres mal humoradas? Não terão seu lugar ao sol? Será que é alguma coisa que ela faz de propósito? Que treina? E...isso é realmente necessário?

Há quem diga que boa cantora é aquela que não tem nada de sexy, nem na aparência, nem nos trejeitos. Há essa regra? A gente entra aí em mil questões de exploração do corpo feminino; marketing X arte; mídia, eta, é pano pra manga que não acaba mais.

Quando penso em mim não penso numa mulher exatamente sexy, mas sei que tenho meus encantos. Então...pra mim ficou valendo essa regra: achar os meus próprios encantos. Se serão sexy ou não...quem estiver assistindo que avalie.





quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como diria Elis...


Huum...tem gente que sabe e tem gente que não sabe, mas vou confessar: EU SOU REVOLTADA. Eu sou. Tem horas que eu gosto de ser assim e tem horas que eu não gosto. Então não posso nem avaliar se isso é elogio ou qualidade. (Como a maioria das minhas características pessoais, eu acho.)

(suspiro) Eu gosto de ser revoltada quando não aceito injustiça; quando quero mudar o mundo; quando critico preconceitos, humilhações e discriminações em geral. Aí falo, argumento, me sinto a advogada do mundo, mas também ajo, proponho, instigo. Isso tudo é bom.

Mas eu não gosto quando todo mundo concorda com uma coisa e só eu discordo; quando sou grossa com as pessoas (infelizmente, algo muito mais comum do que eu gostaria); quando exponho as loucuras das pessoas em público. Às vezes eu só queria ser mais fofa, mais meiga, mais calma, mais pacata, mais calada, mais serena, mais dengosa...Mas não consigo.

Vejam bem...eu sou fofa, meiga, calma, calada, serena, dengosa, etc, etc. Mas não nesses momentos. Não quando vejo injustiça. Não quando me sinto violada em minhas dignidades. Não quando o preconceito paira no ar. Não quando sinto que desacreditam da minha palavra. Aaaaaaaargh, essas coisas me enlouquecem! Graças a Deus o ser humano inventou a palavra, e eu posso falar, xingar ou cantar, sem precisar sair dando porrada. (Porque às vezes eu acho que é isso que eu faria, em outras circunstâncias ou sociedades.)

Dentro dessa minha "revolta", merece ser comentado o sentimento do RETRÓGRADO. Em certas coisas sou muito moderninha, mas em outras...sou muito retrógrada. Eu não admito substituir livro por computador; abraço por sms; olho no olho por emoticom; beijo por wink. Não admito isso. Eu gosto de vento, céu, chuva, xingamento, aperto, bilhetinho, baba, choro e vela. Por favor, não me mandem desculpas como: "eu não fui porque você ficou de mandar o email e não mandou" ou "não te esperei porque seu celular estava na caixa" ou "legal saber de sua viagem, eu vi as fotos no orkut". PQP, confie na minha palavra! Acredite que eu quero lhe encontrar! Não me conheça através desse blog! Isso aqui não é nem um décimo de tudo que eu sou ou que podemos construir juntos.

...Sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pela minha lei...





É isso. Ganhou a esquerda. Ganhou a mulher. Ganhou a manutenção desse governo. Ganhou o Brasil? Só daqui há quatro anos pra sabermos..

A gente às vezes fala mal do povo brasileiro. Que é um povo "besta", "acomodado", "pacato". Eu penso que o povo brasileiro é apenas um povo de paz. Um povo cansado de guerra. Um povo que se formou na mistura de povos diferentes, mas também na exploração de um ser humano pelo outro, e não quer mais isso. Quer se respeitar. Quer a tranquilidade da natureza exorbitante que tem. O povo brasileiro não quer pegar em armas e fazer reformas revoltosas. O povo quer mudanças sim, mas devagar, com transformações paulatinas.

Eu compreendo. Mas me agonio. Como disse um amigo meu, eu também não quero um "capitalismo melhorado". Ok, o socialismo não deu certo. Tentemos outra coisa. Outro modelo! É possível uma transformação real da sociedade de forma lenta? De forma pacífica? Eu não conheço nenhuma. Mas se alguém conhece, por favor, me apresente!

A vitória de Dilma, pra mim, é só mais tempo da decepção que foi o PT. Ok, os índices brasileiros melhoraram. Mas, como eu disse, não eram "melhorias" que eu esperava. E sim real e imediata transformação da sociedade brasileira. 08 anos não foram suficientes. 04 anos serão? 12? (suspiro)

Defendendo a manutenção da democracia, acatemos o desejo da maioria e oremos pra que o melhor aconteça. Nada jamais será sequer parecido com os sonhos de harmonia e felicidade que tenho pro meu país, mas...se acabarmos com a fome e a miséria, como prometia Lula, já me sinto um pouco contemplada.

E o que tudo isso tem a ver com música? Ooooora! Cantar é uma postura política. Alguém duvida? Aos poucos vou mostrando como e porquê.

E pela minha lei/ a gente era obrigado a ser feliz...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Registro de cabeça

As pessoas falam que estudar canto lírico ou popular "tanto faz", que é tudo a mesma coisa. O próprio povo de canto acha isso. Eu acho isso um absurdo.



Eu estudei as duas. Então acho que posso falar de cadeira. O canto lírico surgiu numa época em que os cantores tinham que cantar com orquestras em teatros e auditórios para 1.000, 2.000 pessoas. O canto popular é da era pós-microfone, em que você pode até sussurrar e será ouvido. Como se pode dizer que as duas técnicas são iguais? É não conhecer nada de história da música ou mesmo de emissão sonora.



Ambas, claro, usam o mesmo instrumento: o corpo humano. Então ambas se utilizam de um mesmo sistema de musculatura, a saber: músculos laríngeos, cervicais, toráccicos, intercostais, abdominais, diafragmáticos. Uia! Acharam que pra cantar era só abrir a boca? Que nada! Exige muito estudo e dedicação.



Claro, estou falando de um músico profissional, que pretende ter uma vida útil como cantor por pelo menos 30 anos. Se você só canta nas festinhas familiares ou se você é cantor profissional mas não tá nem aí se estragar sua voz, porque um dia vai trabalhar com outra coisa...então tudo bem, abre a boca, regula a afinação e vai. Mas se você pretende ter qualidade sonora e, ainda assim, não estragar seu aparelho vocal...é bom procurar um professor de canto (eu dou aula!).



Bom...ainda vou falar muuuuuuuito sobre tudo isso, mas hoje o que quero falar é o seguinte: por questões que eu considero históricas, raciais e culturais, o canto lírico sempre valorizou mais os agudos. Minha voz sempre foi mais aguda, então todos achavam lindo e eu trabalhava bastante esses agudos, alcançando notas como fá e sol 4, por exemplo. Não sou nenhuma sopraníssima mas, para a média da população, são notas altas.



Estudando a técnica de canto popular, que não se utiliza desse tipo de classificação vocal, mas pretende aproveitar (e, quem sabe, extender) a extensão natural da voz do cantor, fui trabalhando também os graves e hoje posso dizer com orgulho que consigo emitir belos graves. Novamente, não sou nenhuma contraltíssima, mas...chego ao mi e as vezes ao ré 2. (Engraçado que meus agudos também se extenderam ao trabalhar os graves (cuma?! hihih, outro dia explico), e hoje chego ao si4.)



Ok, bacana. Mas aí tem a coisa do registro. Sendo considerada soprano no canto lírico, eu sempre me utilizei do registro que a gente chama "de cabeça", que é um registro mais agudo e mais leve. Trabalhando os graves, aprendi a usar mais o registro "de peito", mais pesado e grave. No popular, a gente trabalha muito com o que chamamos de "voz mista", que é algo que não tem muito no lírico (eu, pelo menos, nunca trabalhei), então é algo novo pra mim e não tenho lá muita facilidade. Pense que é como se existisse um continuum de vibração da voz no seu corpo, e uma nota grave vai começar lá na caixa dos peitos (hihihi) e uma muito aguda vai terminar lá no cucuruto da cabeça. Pra você fazer o som viajar por todo esse percurso, você vai mudando a voz de lugar. É mais ou menos o que a gente chama de registro.



No lírico esses registros são mais estanques. Quer dizer, se você é soprano, provavelmente vai trabalhar muito (e, possivelmente, apenas) o registro de cabeça; se você é contralto, o de peito. E isso vale para os meninos também, tenores, baixos e toda a variação de coisas que existe entre um e outro.



No popular não, você vai brincar com todos esses registros, passando o som de lá pra cá e de cá pra lá, a depender da extensão da música e mesmo da interpretação que você queira dar a ela. Então, digamos que estou aprendendo a brincar com a minha voz, de lá pra cá.



Já estou bem melhor hoje. Antes era horrível, você ouvia a diferença quando eu mudava de um registro pra outro. Hoje as vezes se ouve, as vezes não. Mas estou melhorando nisso aí.



A questão é que fiquei tão dedicada, gostei tanto dos graves, estou procurando sentir tanto a voz mista que...deixei a voz de cabeça de lado e, como minha professora disse, criei uma resistência à voz de cabeça, ao ponto de que agora eu ando desafinando! Mas veja só que absurdo!







E aí...mesmo assunto do post passado...comecei a sofrer com isso. Sofrer porque ia cantar. Porque talvez não conseguisse a voz mista; talvez desafinasse; talvez me preocupasse tanto com a técnica que a interpretação fosse embora; talvez, talvez, talvez...ARGH!!



Ontem teve ensaio pra apresentação do dia 09 (vão!) e aconteceu tudo isso. Aí eu cheguei em casa e pensei que eu já decidi parar de sofrer, então vou parar de sofrer com isso também. Ora, cantar é pra ser uma coisa divertida e deliciosa, e eu perdendo tempo querendo "fazer direito"? Me poupe!



Peguei as músicas da apresentação e cantei tudo de novo. Meus vizinhos são ótimos, eu fico lá emitindo meus agudos 23h30 da noite e ninguém fala nada. E aí eu usei voz de cabeça, voz de peito, voz de tornozelo e de cotovelo à vontade (risos). E as músicas ficaram lindas! Muito mais verdadeiras e com a minha cara.



Vou continuar treinando. Espero conseguir fazer isso no palco também pra vocês verem o resultado. Delícia de minha vida que é cantar! Vão me ver!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Apenas a próxima nota


Sabe quando acontece algo que faz sua ficha CAIR? Foi assim pra mim ontem.


Foi o dia da prova de Percepção. Eu estava tão nervosa e desesperada, certa, mais que certa, de que ia tirar 0, então já tinha decidido não ir e largar a disciplina.


Conversei com o professor, conversei com Mainha...(suspiro) e com Deus e com meus botões. E me caiu a ficha de que...JÁ ESTÁ MAIS QUE NA HORA DE SER FELIZ.


Sim, porque eu ando sofrendo muito! Estou fazendo de tudo que eu amo um sofrimento. Sofro com a faculdade porque não consigo tirar 10 em tudo; sofro com os 1.482 ensaios, porque fico sem tempo pra nada; sofro porque não canto e sofro quando vou cantar. Poxa!


Assim não pode ser. Pra tudo é preciso temperança, ja dizia o tarô. (suspiro) Estou precisando de tempo pra descansar. Pra ficar de bobeira. Pra estudar tantas outras coisas necessárias fora da faculdade. Pra sentar e ver o pôr do sol. E, apesar de ainda estarmos em outubro, essa foi uma prioridade que decidi colocar para o ano que vem: RELAXAR!


Então eu fui fazer a prova. "Ok, eu vou tirar 0", eu pensei. "Então, se eu acertar escrever uma nota já estou no lucro, né? Já avancei." E fui assim, tranquila e calma. Tomei um lauto e delicioso café da manhã, sem agonia, sem precisar chegar cedo. Fui andando calmamente.
Começou a prova. Ouvi a música. Linda, de Marisa Monte.



Borboleta
Marisa Monte
Composição: Folclore Nordestino


Borboleta pequenina que vem para nos saudar

Venha ver cantar o hino que hoje é noite de natal


Eu sou uma borboleta

pequenina e feiticeira

ando no meio das flores procurando quem me queira


Borboleta pequenina saia fora do rosal

Venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal

Borboleta pequenina venha para o meu cordão

Venha ver cantar o hino que hoje é noite de natal


Eu sou uma borboleta

pequenina e feiticeira

ando no meio das flores procurando quem me queira


Borboleta pequenina saia fora do rosal

venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal



Achei o primeiro grau da música. Vi que estava em escala maior. Vi que começava na tônica. E lá vamos nós.


As primeiras três notas eram os três primeiros graus. Ótimo, já tinha ouvido três notas, uau! E assim fui, sem muita preocupação, só tentando tirar "a próxima nota". De nota em nota, tirei a música toda! Era pra gente tirar a voz e o violão. Não consegui. Usei o tempo todo da prova para tirar só a voz. Então...eu conseguiria, só que estou ainda numa velocidade lenta. Acho que errei alguma coisa no final. Vi que tinha um intervalo fora da escala, alguma alteração, mas já não teria tempo de ver direito onde era. E entreguei.


O professor me deu parabéns. Não pela excelência da prova nem nada (hihih), mas por não ter desistido. "Pra quem estava com os ouvidos tampados, hein?", ele fez graça. É um fofo.


Hoje a borboleta sou eu. ;)
Borboleta pequenina saia fora do rosal
venha ver quanta alegria que hoje é noite de natal


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Academia da Música


A vida é muito corrida pra todo mundo. Tem sido difícil ver os amigos e parentes ou sentar numa sombra fresca com pessoas queridas.

Comigo não é diferente. Claro, às vezes acho que é até pior (todo mundo sempre acha, né?). Então acaba que coisas que me são prioridades - como estudar, por exemplo - vão ficando pra depois.

Então eu inventei um negócio chamado "Academia da Música". É um certo "acordo" que tenho comigo mesma. De que vou estudar canto, piano e percepção toooooooodos os dias, faça chuva ou faça sol. Se eu tenho 15 minutos, serão 5 de cada, mas não vou deixar de estudar.

Parece bobagem, mas não tem sido fácil. Porque chegando em casa depois de um dia inteiro trabalhando, a única coisa que você quer fazer é deitar e dormir. Ou assistir novela ou algo igualmente idiota, só pra não pensar em mais nada.

























Não gera muito tempo de estudo, no fim das contas, mas me sinto caminhando, avançando, aprendendo. Seria ótimo que fosse suficiente para a faculdade. Mas, não sendo...está sendo muito bom para a VIDA que, no fim das contas, é o que verdadeiramente me importa. Especialmente porque me sinto indo em direção aos meus sonhos. E isso...hum, "não tem preço". :)

Falando nisso...hora de "malhar".

Obrigado a todos pelas visitas. Voltem!


domingo, 24 de outubro de 2010

Percepção

Percepção é uma disciplina em que você ouve uma música e escreve na partitura ou olha uma partitura e canta o que está escrito. Linda e divertida, em tese, mas pra mim...um grande suplício.

Eu ouço o que está acontecendo, consigo repetir, consigo cantar. Mas "dar nome aos bois", dizer o que está acontecendo ou escrever o que estou ouvindo...ainda é muito complicado. A gente costuma dizer que estudar música é aprender uma nova língua. Sim, você está aprendendo a se expressar com uma gama de símbolos que antes não eram comuns. No caso de Percepção, é como se eu estivesse sendo alfabetizada, aprendendo a ler e escrever.

(suspiro)

Eu não me lembrava que a alfabetização era tãaaaao difícil!

Passei meu domingo tentando ouvir e classificar os intervalos, mas...tá complicadol. Tem prova quarta-feira e Deus que me defenda do que virá!

É um estudo interessante, mas começa a ficar chato quando vou me achando burra. São coisas tão simples, estou acostumada a ouvir coisas tão mais complexas em música, mas, porque tenho que escrever graficamente o que estou ouvindo, fica essa dificuldade. Aí vou estudar um pouquinho de canto pra levantar o astral, eu achar que posso melhorar, e volto.

Ainda tem essa: não posso deixar de estudar um dia que a coisa parece que regride. Deus meu...

Que os santos dos cachinhos de uva* me ajudem!













* Cachinho de uva é como a gente chama essas notinhas uma em cima da outra, que vocês estão vendo aí nessa partitura.



sábado, 23 de outubro de 2010

Re-começando

Muito bem.

Depois de pedir a mil pessoas - entre webdesigners autônomos e empresas para fazer meu site, eis que eu mesma, na minha santa ignorância internáutica e com a ajuda de meus orixás, resolvi bulir eu mesma nessa coisa e fazer uma espécie de página para mim. Os recursos dos blogs andam muito avançados e eu penso que, até uma criatura inábil como eu, vá conseguir, de alguma forma, deixar meus fãs e leitores a par do que anda me acontecendo (e do que acontecerá).

Vou continuar tentando fazer isso virar um site respeitável mas...talvez com menos agonia e pressa. Há meses não posto, não conto o que há de novo, não falo de um showzinho e isso está me incomodando muito. Então...fiz esse aí.

Por enquanto estou só mexendo nas opções de configuração e design do blog. Quem quiser ir dando opinião...vá me ajudando aí. Hoje não quero falar nada em especial. Quem sabe amanhã.

Ufa! Bom estar de volta!