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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Obrigada

Estou aqui ouvindo Like a Prayer, primeiro cd da Madonna (pelo menos o primeiro que chegou em minha mão), tantas reminiscências da infância vieram...Eu tinha 8 ou 9 anos quando cantei justamente a faixa título, primeira música inteira em inglês, sem ninguém me ensinar. Lembrei que ficava na sala lá de casa, desde os 4 anos, cantando, cantando, cantando, como se eu fosse a maior pop star mundial que já pisou a face da Terra. Como eram boas essas tardes inteiras apenas cantando - ainda tão desafinada, a bichinha - músicas e mais músicas. Como essas tardes definiram quem eu sou e tudo que desejo e faço hoje na minha vida. Que bom...

Então hoje estou saudosista e em clima de fim de ano mesmo. Esses dias vou viajar pra outro planeta. Um planeta que não tem celular e sabe lá Deus se vou conseguir acessar a internet. Então queria agradecer.

Esse ano foi o que eu mais cantei e estou tão feliz por isso! Eu costumo dizer que ter uma banda é como ter um namorado, só que geralmente são uns 5. Administrar um namorado já é difícil, imaginem 5, com todas aquelas maluquices e mistérios que os homens tem e são tão inteligíveis pra nós. Feliz ou infelizmente, quase todos os músicos são homens. Estar no palco com alguém é realmente algo mágico e particular. Posso dizer que íntimo. Ninguém jamais vai tocar com você como outro alguém tocou. Então é uma união irrepetível. Quando rola aquela "química musical", como a gente fala, poxa! É inesquecível e único. Então eu queria agradecer a esses homens - e mulheres -  maravilhosos(as) que preencheram a minha vida este ano!

Obrigada a Fábio Nasman e Alan More, do grupo Lex, pela paciência, pelos desabafos, pelas brigas, pelos choros. Vocês hoje são muito mais amigos que parceiros. Amo muito vocês. Obrigada por estarem ao meu lado nos momentos difíceis.

Obrigada a André Conceição, Luiz Vintage e Renato Coelho, da banda Quanta, pela paciência - e também pela irritação - com minhas experiências dentro de estúdio, com minhas danças, meus gritos. Foi massa falar toda a putaria do mundo com vocês (risos) e tomar cada cachaça, comer cada pizza, até deixar o som tão "redondinho". Vocês realizaram meu sonho de 15 anos, de ter "a melhor banda de rock do mundo" e eu já posso morrer feliz! Obrigada!

Obrigada as lindas do Samba das Meninas, que me acolheram com tanto carinho, mesmo eu sendo de fora do candomblé. Vê-las com tanta energia e vitalidade, tanto amor à música e à tradição de vocês, tem me inspirado muito também a olhar para as minhas próprias raízes. Obrigada por me deixarem participar disso.

Às minhas amigas Aiace Félix, Tâmara Pessoa e Luíza Meireles, obrigada por todo o apoio nas aulas de canto, mesmo depois que tranquei a faculdade. O incentivo de vocês, cada abraço quando a gente se encontra, faz muitas dificuldades da faculdade, do caminho musical e da vida afora valerem a pena, quando piso no palco e coloco a emoção de tudo isso, junto com vocês, nas músicas. Vocês me inspiram todos os dias a cantar com cada vez mais emoção. Obrigada por isso, meninas!

Aos consultores de aprendizado musical Alexandre Processo,  Pedro Dias, Ivan Bastos, Fábio Sacramento...man...nem tenho o que falar de vocês. Vocês iluminam tudo com dicas tão simples e óbvias, fazem de noites e noites de choro a coisa mais simples do mundo. O que seria dessa minha cabeça confusa sem os pitacos de vocês? Muito, muito obrigada!

Aos novos parceiros Leonardo Outeiro e Eraldo Lins, da banda Mary Poppins, obrigada pelo convite, por acreditarem em mim, pelas críticas, pelos elogios, por me deixarem tão à vontade, por mudarem todos os tons do mundo. O show de ontem foi maravilhoso, senti tanta energia e conexão, o palco ficou enorme. Obrigada por me dizerem todo dia que cantar é mesmo algo especial e amoroso. Obrigada.

Aos novisíssimos parceiros Luiz Guilherme e Felipe Ferreira...Meninos...nosso 2012 vai ser trabalhoso, árduo, mas muito muuuuuuuuuuito cheio de vitórias e delícias! Obrigada por acreditarem em mim, por estarem junto, por colarem, por continuarem pensando e sugerindo coisas interessantes, por toparem. A gente vai se divertir, podem crer!!!

Poxa, mais que tudo...obrigada a vocês que foram nos shows, que ficaram na torcida, que desejaram boa sorte, que visitam o site sem falar nada, que me dão toques pra que eu melhore, que se inspiram nas minhas maluquices pra também continuarem fazendo música. Pra vocês que me indicam shows pra eu ir e escrever sobre, pra vocês que gostam de ir comigo assistir aos shows, que lêem o que eu escrevo sobre eles. Pra vocês jornalistas, músicos, professores, curiosos, bisbilhoteiros, hihihi, que entram aqui só pra dar uma bizoiada...pô, gente...valeu meeeeeeeeesmo, o site é pra vocês, a música é pra vocês e eu espero, sinceramente, que vocês tenham se divertido no mínimo tanto quanto eu nesse 2011!

Cai pra dentro, 2012, que você vai ser o melhor do mundo!!!! Te espero com amor.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Badi Assad e o BTCA

"Quando a gente amadurece, tudo nos emociona." Foi a frase de uma das bailarinas do Ballet Teatro Castro Alves (BTCA). E eu me identifiquei perfeitamente. Foi assim que assisti ao show de Badi - chorando o tempo todo.

Foi um show que custou 1 real (com direito a meia!) no projeto de domingo do TCA. Nem houve fila, praticamente. Estava bem vazio as 9h, quando abrem o teatro e a venda de ingressos. Mas, até as 11h, as pessoas foram chegando e o teatro ficou cheio mais ou menos até a fila W. Foi a coisa mais linda e tocante que eu assisti esse ano, devo dizer a quem não foi.

Um show de Badi Assad, apenas voz e violão, juntamente com a coreografia "A quem interessar possa", do BTCA. Ela disse que chegou em Salvador na quinta-feira e que eles tiveram apenas esses 3 dias pra conectar uma coisa à outra.

Na coreografia, a iluminação é o cenário e, à medida que os bailarinos vão sendo iluminados e fazendo solos dentro de um quadrado de luz, vai tocando um playback com depoimentos deles. A média de idade é de 50 anos. Como bailarinos profissionais quaisquer, todos eles começaram dançando quando eram crianças. Imaginem quanta história pra contar tem um corpo depois de 30, 40 anos de dança. Foi lindo ver aquelas pessoas "maduras" falando sobre suas histórias de vida. Em como a arte - no caso, a dança - tinha lugares diferentes pra cada um deles. Alguns, já com carreiras paralelas; outros, apenas dançando; outros que pararam de dançar (por questões familiares, profissionais ou doença) e falavam do milagre que era seu corpo ainda responder à dança daquela forma. Confissões de amor à família; do prazer do sexo que aquele corpo também faz; de separações amorosas e traições vividas; do uso do corpo em outras profissões. Eu chorei por ver como é autêntica e linda e tão particular a vida de cada um, todos nós.





Eles fizeram algumas coreografias coletivas, em pequenos grupos. Tão lindo, sem aquele quadradismo que, em geral, a gente vê, de todo mundo dançando ao mesmo tempo, tão cronometrado. Oras cronometrado, oras não; oras só as mulheres, oras só os homens e oras qualquer um. E a luz montando quadrados, caminhos, círculos, estradas, traços. Vixe, lindo! Eu chorei pensando que, quando eu tiver a idade deles, talvez boa parte daqueles corpos, tão lindos, tão harmoniosos, tão cheios de vida única e particular, já nem vão estar mais sobre a terra.

E Badi? PelamordeDeus! Nem sei do que falo primeiro...tudo tão fantástico!

Vou começar pelo violão. Preciso dizer a vocês que foi difícil acreditar que só tinha uma pessoa tocando um violão ali no palco. Acredito porque vi. Eram dois quase o tempo todo no meu ouvido, tal a precisão com que ela deixava soar os baixos, os médios, as melodias. Muito à vontade com o instrumento, muito mesmo. Ela tocou coisas mais complexas, de harmonia complicada, mas também coisas tãaaaaaaao singelas, delicadas, de duas ou três notas, que ficaram absolutamente lindas! Ela realmente conseguiu criar um AMBIENTE SONORO, não simplesmente (e já tanto) música. Em uma música, apenas, sei que ela precisou de um recurso eletrônico, uma pré gravação do próprio violão, que tocou lá em playback. O resto...foi ela mesma, ao vivo. Ela também usou o violão como percussão, como recurso coreográfico, e até colocou ele "de barriga pra cima", no chão, tocando como os japoneses tocam seu instrumento tradicional, num cantinho do palco. O que foi aquilo? E o Ballet dançando, e a luz criando cenários...meu Deus. Eu chorei porque a arte é linda, o ser humano é capaz de criar coisas tão fantásticas, e é tão bom estar viva e poder ver tudo isso.



Com a voz...ai! Ela cantou, afinadíssima, colocando a voz pra lá e pra cá como se fosse uma coisa qualquer. Ela sussurrou, ela gritou guturalmente, e até desafinando ficou linda, porque tinha tudo a ver na hora. Ela fez o Ballet cantar em coro pra que ela solasse, ela fez harmonias com a voz e o violão. Ela fez percussão com as palmas, os braços e a voz. Eu chorei porque ela expressou tantos sentimentos com a voz e eu também expresso tanto de mim com a minha.

Enfim, gente, que o espetáculo foi...verdadeiro. Vocês sabem aquela coisa que vem da alma? Que te põe em pêlo na frente de todo mundo e você simplesmente não tem vergonha, porque aquilo é o que você é, e não se pode achar feio ou bonito algo que simplesmente É? Pois foi isso. E eu chorei, porque vi a alma daquelas pessoas, e achei tudo tão lindo e tão feio, como vejo também a minha alma, simplesmente SENDO.

:,)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Supercardióide

Tô perdida!!

Ganhei um microfone novo, dado por um músico amigo meu. Não sei se ele ficou com dó de mim e meu LeSon pebinha ou se apenas me subornou pra eu tocar mais com ele. Seja lá qual for o motivo, o ótimo fato foi que ele me deu um Samson Q7.



Ele é supercardióide (aprendi isso no curso de áudio, vivaaaaaa!), muito bom para shows. O que muda em relação aos mais comuns (os cardióides) é a angulação da captação dos sons (de modo geral, ele pega mais a minha voz e menos os instrumentos da banda) e o fato de que ele praticamente não dá microfonia (o que é fantástico e incrível, só mostrando a vocês, uau!). A coisa é que o bicho é muuuuuuuuuito sensível! Até minha respiração ele pega. Ensaiei com ele anteontem. E estou desesperada!

Gente, praticamente preciso reaprender a cantar. Eu sempre pulei e dancei. E aí falta um pouco de ar, né? Ele pega tudo. Tantos e tantos músicos eu perturbei, especialmente os guitarristas, dizendo que eles estavam tocando alto, quando na verdade, era o meu microfone que não tinha o ganho adequado. Minha voz está numa força, numa clareza, numa percepção inacreditáveis! Quando eu penso que ele nem é dos melhores microfones possíveis...começo a ficar com medo. :O

Bem, então, pra terminar o ano, vou fazer esse show dia 22, quinta-feira, com a banda Mary Poppins, no BondCanto, as 21h. Ainda não sei o preço. Depois coloco lá na parte de shows. Devo fazer com esse microfone. Ai, tô com medo! (risos)

Ah, também achei ele mais pesado que os outros, o que também tem me cansado um pouco. Vamos ver como é que vai ser.

Beijos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Boas idéias e Isquemia

Ano novo é tudo de bom na vida de uma pessoa. Eu estou muito feliz com as boas idéias que tive hoje pro ano que vem. :)

Mas antes que ele chegue, que tal uma pequena listinha dos (meus) acontecimentos musicais de 2011? :P

1) Comecei o ano apostando em vários projetos.

2) Logo soube que tinha saído minha transferência pro curso de Música Popular. (Iuhuuuuuuuuu!!!)

3) Tranquei o curso por motivo de trabalho :( , mas também foi ótimo. Nunca toquei tanto. Maio, junho e julho foi show toda semana, as vezes até mais de um! Uaau!

4) Parei tudo pra fazer gravações, que acabaram não acontecendo ou ficando pela metade. :/

5) Saí da Quanta e entrei na Mary Poppins.

6) Tive fantásticas boas idéias para 2012!

Também quero contar que acabo de fazer uma composição. Ainda sem gravação, fica só a letra. Não é nenhuma poesia profunda, mas gostei do flow. Aí só ao vivo pra vocês ouvirem. ;) Acho que está em Bm.

Isquemia 
Carvalho


As pessoas vivem
sorrindo, sofrendo
girando e cantando
sem parar

O mundo não pára
não importa o vivido
se é felicidade
ou tristeza no ar

Tudo começa e acaba na velocidade de um pensamento
Tudo se inicia e termina antes que eu possa mesmo sentir o momento

E você vem como um bálsamo
E você vem derramando sorrisos no dia mais cinza

O meu coração bate bate bate bate diferente
O meu coração bate bate bate bate diferente

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

harpista e metida a besta

Afe! 1 mês que eu não posto, sei lá...

Rolaram umas gigs como harpista - imaginem só! Fui pega no susto, é claro, tive que substituir minha professora. Coisa diferentíssima, tocar em casamentos tão chiques, não abrir a boca a festa inteira, hihihi, coisas bem diferentes.

Hoje conversei com dois novos integrantes do meu projeto: a designer e o figurinista, que já se escalou como muito mais que isso, como um completo personal stylist. Sei lá como é que se escreve, hihihi, mas o fato é que ambos me passaram alguns deveres de casa que preciso fazer aqui. Desculpem essa carreira. Tsc...

A banda Chá de Cozinha passou a se chamar Mary Poppins (hihihi) e ficaram mesmo comigo no vocal. Nós vamos tocar dia 22. Estou achando ótimo fechar meu ano com chave de ouro, um ano em que toquei tanto. Que muito mais shows venham em 2012! Depois posto detalhes do show pra vocês.

Beijão.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tulipa Ruiz

Fui no show de Tulipa ontem. TCA lotado. Todos querendo ver "a nova MPB".

Ela tem uma bela voz. Gostei do jeito que brinca com ela: uns agudos, uns vibratos, uns microtons, umas imitações. Mas dá pra ver que não tem trabalho nenhum ali. Poderia ser mais definida, mais redonda, a dicção poderia ser melhor...

Mas e daí? :P

Amei mesmo as composições dela. Nada espetaculares, nenhuma grande criação musical. Mas tãaaaaaaaao gostosinhas! :) O mais interessante: achei todas muito coesas, uma sonoridade toda muito parecida. Isso é raro, porque geralmente vem com o tempo, com amadurecimento musical. Algumas letras bacanas, outras bobinhas, mas uma musicalidade, um todo, bem legal. Destaco uma das que eu mais gostei e a que mais mostra a sonoridade dela, na minha opinião. Com o bônus de que achei aqui essa versão "ao vivo", que dá pra vocês ouvirem bem as brincadeiras que ela faz com a voz: Pedrinho.



Ela também brincou com as novidades que andam nos palcos: vídeos, animação, participações especiais. Aliás, uma nota de fantasticalidade: a melhor hora do show foi mesmo o solo de acordeon feito pelo convidado Marcelo Jeneci, acompanhado pelo baixo seguro de Márcio Arantes (que, aliás, foi um show a parte, de performance, notas interessantes, samples e efeitos para todo o show - amei!) . Rapaz, que coisa linda foi aquela? Tô arrepiada até agora!

Acho que o principal o show de Tulipa faz: te dá vontade de ter o cd, de ouvir as músicas de novo, de saber cantar junto...e de acompanhar a carreira da moça.

Arranjou mais uma fã, florzinha. ;)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Agenda de shows Samba das Meninas

Rapaz...hoje recebi a programação de shows do Samba das Meninas...Tô me sentindo pop star! Sem data até janeiro, hein, ui ui ui! (risos)

Então, pra quem está a fim de ver as senhorinhas sambando e cantando, um bom samba de roda, as datas de  Consciência Negra (20/11) e do Dia do Samba (02/12) vão gerar muitos eventos interessantes, que vocês podem e devem ir (todos abertos e gratuitos!) e shows e sambas. Segue aí abaixo as datas, os eventos, etc. Programem-se!

11/11 - Feira de Artesanato e Passeata - ruas do Pelourinho - 18h
19/11 - Seminário "Samba e Educação" e Oficina de percussão - Casa do Benin - 14h
23/11 - Homenagem a Mameto Kwa ´Nkisi Zulmira Santana - Sesc Pelourinho - 14h30
25/11 - Evento "Dia do Samba" - Casa do Benin - 10h as 17h
26/11 - "Dia do Samba" - Casa do Benin - 10h as 17h (*sem show das Meninas nesse dia)
27/11 - "Dia do Samba", com Caminhada e Feijoada - Casa do Benin - 10h as 17h (*10 reais a feijoada)
29 e 30/11 - Feira dos Agricultores Familiares de Povos e Comunidades Tradicionais - Pelourinho
29/11 - Ilha de Maré (a confirmar)

O que estiver sem horário ou local exato, sou divulgando depois lá na página de Shows. ;)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vídeo da Chá de Cozinha

Aaaaaaaaaaaaaaaah, que emoçãaaaaaaaaao!!! Tô tão feliz, gente!!! FINALMENTE tenho um vídeo pra mostrar pra vocês!! Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau!!!! (risos)

Botaram uma câmera paradinha lá no evento em que toquei com a Chá de Cozinha e acabei de receber o link desse vídeo. Claro que vim logo compartilhar com vocês! Ainda está ruim em termos de imagem e som, mas...já está melhor do que aqueles vídeos ridículos de celular que tenho no YouTube, hihihi.

Com vocês, banda Chá de Cozinha!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Atualizando sobre os trabalhos

Acho engraçado o povo virar pra mim e dizer: "segunda-feira e você não está trabalhando? que vida boa". Pois é. Mas aí hoje é feriado e eu estou trabalhando o dia inteiro. E eu não viro pra cara de ninguém pra dizer: "feriado e você descansando?! que vida boa". (risos)

Hoje teve ensaio da Chá de Cozinha (a banda em que eu estou substituindo a cantora) e tenho que terminar de decorar essas letras, pois a festa é sábado. Graças a Deus, o evento vai ser de tarde. Eles me perguntaram sobre a possibilidade de eu permanecer com eles. Me sinto muito lisonjeada e feliz, porque são músicos que eu adoro, mas...meu Deus, eu preciso aprender a dizer "não!" Não consigo. :/ (risos)

O Samba das Meninas vai ter uns três shows aí esse mês. Quando eu souber as datas direito falo pra vocês irem ver. É muito fofo! Já falei que a maioria delas são senhorinhas? Eu sou só backing lá. É muito bonito vê-las sambando. Elas me botam no chulé. :/ (risos)

O Grupo Lex vai gravar mais uma parte da demo esse mês de novembro e o meu trabalho autoral está só esperando o estúdio finalizar uma reforma, pra gente "cair pra dentro" e gravar tudo. Que bom! Espero que seja breve, muito breve.

Já conversei demais, xô trabalhar.

:*

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Espacialidade do som

Os dias do curso de áudio têm sido dias muito felizes! Tão bom entender coisas que antes eram um mistério inexplicável. Davi (o professor) explica tudo com muita paciência e nos míiiiiiiiiiiinimos detalhes, pra essa "ingonorante digital" que vos fala. Bom de-mais!

O que estou mais impressionada é com a espacialidade da música. Impressionante como o som é...palpável! Ele se espalha sobre um meio físico, que é o ar, como todos sabemos, e isso parece uma grande bobagem. Mas gente...é impressionante como isso muda tudo! A posição em que você está, a umidade do ar, a temperatura, sua atenção, tuuuuuuuuuudo influencia no som que você vai ouvir. Ou seja: não adianta ser o melhor guitarrista do mundo se você não consegue fazer o som da guitarra "sair para o mundo lá fora", compreende? Fantástico!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

[Meta]morfoseando

Ontem fui no show da coleguinha Lulu. Para vocês, reles mortais, a bela Luísa Meirelles. (risos) Sempre me lembro de nosso professor dizendo: "Vocês todos estão prontos pra começar." É...E Lulu está tendo um lindo começo. :)

Foi uma temporada que ela fez no Teatro Gamboa. Ontem foi o último dia. Fiquei feliz de ver alguns de nossos professores indo assisti-la. Isso dá muita força pra gente, uma vontade de continuar, de fazer melhor. Tenho certeza de que ela se sentiu assim também.

Foi um show autoral. As músicas quase todas dela. Não sei se pelo momento que estou vivendo ou se por boa crítica musical, mas as que eu mais gostei, de fato, foram as músicas instrumentais: Na virada do beco, Eu parto e Minhas Gerais. Das músicas com letra, gostei muito de um rockabilly que vira blues que vira bossa, que ela fez ainda mais novinha do que é hoje, Verbo Amar, e do sambinha, Sambinha. Fazer um show quase todo autoral é um grande sonho de qualquer compositor. Estou tão feliz que minha querida Lulu conseguiu realizar esse primeiro sonho agora, e que eu pude ir ver. Que bom. Como eu disse...um belo começo.

Preciso falar dos músicos que acompanharam a bela, que foram simplesmente sensacionais: Atualba Meireles (pai, baixista e arranjador, hihih), André Santana (piano e sanfona), Joander Cruz (sax e flauta) e Márcio Dhiniz (bateria). Os solos de André foram lindíiiiissimos, estou re-apaixonada pelo piano! E Márcio tocando bateria E percussão ao mesmo tempo, em Minhas Gerais e Sambinha, foi simplesmente incrível, nunca vi uma coordenação daquelas, sinceramente. Luísa também fez muitas dobras com o sax de Joander, mostrando a afinação precisa e a capacidade técnica da garota.

Quem tiver a oportunidade de ver o show, seja lá quando ele acontecer de novo, vá! [Meta]morfoseando, de Luísa Meirelles.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Música instrumental

Realmente, acho que não vou ter tempo de contar pra vocês em detalhes sobre a comemoração dos 30 anos do Grupo Garagem, que rolou domingo passado, no TCA. Só contando um pouquinho: com a participação de duas orquestras, a Neojibá e a Rumpilezz, foi um show mesmo de música instrumental, gente. Contaram com quatro arranjadores-amigos: Pedro Dias, Bira Marques, Letieres Leite e Alfredo Moura. Pra mim, foram eles os grandes destaques, palmas ainda mais intensas pra Pedro Dias. Os arranjos todos foram lindos, mas achei os de Pedro mais delicados, mais meticulosos. Foi impressionante como ele conseguiu preencher os "vazios" das composições originais do Garagem, aqueles espaços entre um acorde e outro, com intervenções dos sopros, principalmente, e das cordas, de vez em quando. Além de ele ter usado duas harpas, o que me faz admirá-lo ainda mais (hihih, por motivos óbvios). Os outros optaram por arranjos mais pulsantes, vibrantes, como o de Bira e o de Letieres. Tudo muito lindo.

O Garagem ainda contou com muitas participações - não vou dizer especiais...mas CHOCANTES! (rss) - como as de Mou Brasil, Joatan Nascimento e André Becker, entre outros. Mas não vou mentir: o solo que mais gostei foi do meu colega violinista que, infelizmente, nunca me lembro o nome. Ele é da Neojibá e foi i-na-cre-di-tá-vel o improviso que ele fez com o violino, "conversando" com a guitarra, também em improviso, de Paulo Mutti. Gente...foi cena de babar!

Eu ando assim, muuuuuuuuito fã de música instrumental. (Aproveito pra divulgar: fiquem atentos que vai rolar o Festival de Música Instrumental em breve.) Engraçado, né, entro na faculdade de Canto pra ficar assim, apaixonada por música instrumental. É isso...Tenho me interessado tanto por tanta coisa que eu nuuuuuunca pensei que ia me interessar! O legal de se inserir numa atividade profissional é isso: você passa a amar coisas que nem sabia que existia. (risos)

A outra coisa que tenho me interessado muito é por áudio. Não falei a vocês que comprei um Mac pra trabalhar com isso? Cada vez mais vejo que tomei a decisão certa comprando um Macbook (ao invés de um notebook comum). Então eu tenho essa novidade pra contar pra vocês: ESTOU FAZENDO UM CURSO DE ÁUDIO!! Uhuuuuuuu!!! Eu comecei pensando que era só teórico, mais pra conseguir conversar com meus colegas e técnicos de som do que propriamente pra saber mexer nas coisas, mas estou gostando taaaaaaaaanto, que já estou querendo ser técnica de estúdio, montar um estúdio, fazer trilhas sonoras e nunca mais cantar, hauhauhauahu! (Ah, como eu amo ser intensa e exagerada! (risos))

Hum, divulgo mais outra: de 15 em 15 dias vai rolar, às quartas-feiras, música instrumental lá no Espaço da Barroquinha. Talvez eu devesse fazer um muralzinho pra divulgar eventos que eu daria um "selo de qualidade Carvalho", se eu tivesse um. (risos) Mas...talvez a galera de outros estados se chateie de ficar vendo eventos só de Salvador, sei lá...Vou pensar no caso. Quem quiser me dê opinião.

Beijos de chuva,

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Tirando repertório

Uma pausinha aqui pra falar com vocês. Estou tirando o repertório do show que vou fazer com a banda Chá de Cozinha, no dia 05 de novembro. Substituindo a vocalista deles. Repertório enorme de pop rock. É um casamento (ou será um chá de cozinha?), não sei direito. Ainda bem que devo conhecer pelo menos metade das músicas.

Consegui falar com todos os músicos que vou convidar pra fazer minha gravação e todos toparam, graças a Deus. Só falta resolver os "registradores imagéticos". ;)

Queria muito contar pra vocês os detalhes do show de 30 anos do Grupo Garagem, que assisti ontem. Teatro lotado, duas orquestras, fantásticos artistas, tantos professores, colegas, alguns amigos. Foi lindo! Mas agora não vai dar tempo, estou no meio do trabalho. Fica a homenagem rapidinha.

domingo, 9 de outubro de 2011

Começando as gravações do Grupo Lex

Lá vamos nós pro estúdio de novo! (risos) É chato, mas é legal, se é que vocês me entendem!

Na verdade vou começar uma série de três gravações agora: a demo do Grupo Lex, a demo do meu projeto autoral e o cd (à vera!) da banda SynThsis, uma mistura de jazz e fusion e metal...só eles pra explicar. HIhihi. Na SynThsis só faço backing, nas outras, voz principal. É bacana essa coisa de gravar, impressionante como dá pra ouvir tudo que é respiração, colocação de voz e as terríveis - ui! - desafinações, graças a Deus, cada vez menos frequentes.

Essas duas últimas semanas me dei o direito de ficar de maresia, então praticamente não estudei, mas a próxima...precisamos pegar pesado! Até porque também estou cheia de eventos pra fazer e, se não estudar...o bicho vai pegar!

Vocês têm que ver é eu no ensaio. Eu toco baixolão (ridículo), toco pandeiro (já tá groovando), violão (só pra descansar o braço de alguém) e, claro, faço mil papagaiadas! Huhauahuah. Não se preocupem, que na gravação eu só vou cantar mesmo. (Graças a Deus.)

 Acompanhem tudo por aqui!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O que fazer numa semana sem voz?

Eu jurei que ia deixar vocês mais atualizados, não é? Aí penso: será que vale a pena escrever mesmo quando não tenho nada pra falar? Hunf! A internet já está tão cheia de bagaços...Mas...vocês reclamam...então vou tentar. Se reclamarem também, aí não sei o que faço! (risos)

Semana passada estive doente, então cancelei tudo que é ensaio, aula, etc. Muito chato. Prejuízo da desgrama. :/ Ainda estou rouca, mas pelo menos a voz já sai. Se eu tivesse juízo, ainda ficaria mais uma semana de molho, mas como não tenho E os trabalhos urgem, vai tudo com voz rouca mesmo, paciência.

Estou com alguns eventos fechados aí pra fazer e 3 gravações pra marcar. Então fiquei mais ouvindo os repertórios em casa. Ainda que eu não pudesse realmente estudá-los, ouvir já adianta bastante a coisa.

Também estava com o corpo mole demais pra assistir qualquer aula ou ficar sentada ao piano, então...praticamente não estudei teorias e tudo o mais.

Estudei um pouco contrabaixo. O contrabaixo ando estudando, não é nem que queira ser baixista nem nada, mas pra me ajudar a: (1) ouvir os sons mais graves (tenho muita muita dificuldade com isso); (2) criar baixos no piano e (3) pra tirar onda mesmo. (risos) Eu amo amo amo baixo. Acho lindo demais. Então tenho brincado com ele. Como dava pra estudar deitada...hihihi, foi a única coisa que toquei. Ah, e pandeiro também.

Hihih. Será que ela gosta de fazer coisas diferentes? Afe, eu quero ter umas 7 vidas, como os gatos mesmo, pra estudar cada vez um instrumento diferente, hihihihi.


Beijo grande.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Dave Mathews

Puxa...justo esse mês, que estou ouvindo tanto a Dave Mathews Band (como escrevi aí ao lado ---------->), "tropecei" num PDF com todas as músicas de um disco dele transcritas, o Everyday. Que massa! Pena não ter justamente a que eu queria: Two steps. Piano lindo! A versão que eu tenho tem mais de 15 minutos. Mas essa dá pro gasto. Ouçam:


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Trio Elf e as lições para a excelência

O Trio Elf se constitui por piano, contrabaixo e bateria. Eles são da Alemanha e estiveram aqui em Salvador semana passada. Deram um workshop lá na Escola e um show na Livraria Cultura. Eles tocam uma música que é uma mistura livremente inspirada de house, jazz, soul, trip hop e música erudita. Como as misturas me interessam, achei fantástico!



Notei algo interessante que logo também foi apontado por um colega percussionista. Como era incrível que o baterista (esse logo na frente, aí na foto, Gerwin Eisenhauer) conseguisse, ao mesmo tempo, manter o padrão rítmico e solar. Puxa, se já é difícil fazer solos interessantes de bateria, imagine quando não existe nenhum outro instrumento percussivo segurando o ritmo (sem entrar no mérito de que o contrabaixo também é percussivo, vocês entenderam o que estou querendo dizer). Então meu colega perguntou como ele fazia isso. E a resposta do baterista foi uma verdadeira aula, mesmo pra mim, que não sou percussionista. Posso traduzir sua fala em lições para alcançar a excelência. (Que talvez sirva mais do que eu imagino, não apenas para a música, mas para qualquer atividade profissional. Bem, já estou viajando...) Vejamos:

Ele disse que, é claro, precisava de muito estudo. Disciplina. Disse que é IMPRESCINDÍVEL pra nós, músicos, estudarmos TODOS OS DIAS. Não importa quanto tempo tenhamos pra isso. Claro que, quanto mais horas, melhor, óbvio, mas se só tenho minutos, não devo achar que é desimportante ou que não vai adiantar nada. Estudar todos os dias, foi a lição número um.

Número dois: estudar de muitas formas diferentes. Na bateria foi simples pra ele mostrar como tocar um ritmo reto de 4/4 de várias maneiras, usando cada instrumento da bateria, dinâmicas, timbres, etc. Mas também dá pra fazer isso na voz! Quando eu fico passando uma mesma música mais de mil vezes, o povo diz que estou louca. "Você não já sabe a música?" Bah! (risos) Cada vez que eu canto, treino uma coisa diferente. Respiro de formas diferentes, dou intensidade a novas palavras, coloco a voz em outros locais de ressonância, afrouxo ou tensiono a laringe, deixo mais seguro ou mais frouxo o abdomén. "Você pensa mesmo em tudo isso?", minha colega me perguntou uma vez. Bem...penso! Hihihi, penso sim. Estou estudando! Então, na verdade, o  que o Gerwin me disse foi...que não estou louca! (risos) Estudar é isso mesmo. Claro que hora do show é hora do show, não penso em nada. Mas estudando...é preciso experimentar!

O que leva ao terceiro ponto: estudar deve ser algo divertido. Como baterista é claro que ele precisava estudar muito com metrônomo. E aquilo irritava bastante ele. Então ele começou a colocar batidas de djs. Tentava copiá-las e, quando conseguia, improvisava em cima delas. Puxa, que legal! É isso também. Estudar deve ser algo divertido e interessante. No meu caso, de canto, acho importante ouvir diferentes cantores, de diferentes épocas, observar sua articulação, sua respiração - ver como são diferentes - e depois achar meu próprio jeito. É uma pesquisa mesmo - e é delicioso fazê-la!

Por último, ele falou, como não podia deixar de ser, em estudarmos improvisação. O jazz, em especial, levou isso mais adiante, mais didaticamente, mas é preciso que a gente compreenda pra onde a música vai de modo geral, os caminhos harmônicos e rítmicos. Bacana, especialmente vindo da boca de um baterista, que  a gente tem a ilusão de que não precisa se preocupar com nada disso. Sim, ele precisa! Todos os músicos precisamos.

Para o alto e avante!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um pouquinho da minha história

Puxa...deixa eu aproveitar o feriado pra falar com vocês. Estou totalmente sumida, argh!

Andei doente, as bandas se reorganizando, outras se desfazendo (risos). O que eu ando fazendo esses tempos, gente, é, além de ter umas crises de identidade musical (uau, uau), ensaiando para fazer umas gravações.

Bem, as crises vão e vem, sabem? Levante a mão aí o músico que nunca pensou em jogar tudo pra cima e fazer outra coisa ou o profissional de outra coisa  que nunca pensou em jogar tudo pra cima e ser músico. (risos) Então eu fico também nessas viagens, não exatamente pensando em desistir, mas procurando um "quem sou eu" mesmo.

Essa coisa da identidade musical talvez seja algo natural e automático para alguns, mas pra maioria de nós não é. Tem uma mistura do que você gosta de tocar, com o que você foi educado pra ouvir, com as oportunidades profissionais que aparecem, com o que seus amigos dizem que é legal, enfim...uma série de coisas que vão formando o que você é, o que pensa, o que te toca. Então hoje vai ser uma mistura de confissão e de listinha, porque pensei em mostrar pra vocês algumas das (muitas) músicas que marcaram definitivamente minha caminhada musical.

A primeira de todas: O Estrangeiro, de Caetano Veloso.

Eu tinha 08 anos quando vi esse disquinho colorido na casa de meu pai, que é violonista de ouvido fantástico (que eu preferia mil vezes ter herdado do que esse nariz, ai!).


Pensei que era um disco "de criança" e botei pra ouvir. E quando começou a tocar a primeira música, eu fiquei...paralisada. Ouçam!


Foi a primeira "música de adulto" que eu tenho lembrança de ter ouvido. Por causa da Xuxa e do Balão Mágico eu queria ser cantora (huahuahua). Mas quando ouvi isso, pensei: "Meu Deus...então eu posso cantar sobre o que eu quiser?" HIhih. Passei as férias todas devorando esse disco. Claro que, aos oito anos, não sabia bem o que eu gostava tanto nele, mas era maravilhoso! Talvez por isso, como eu contei a vocês outro dia, eu ame Caetano até hoje (mesmo com tudo, hihi).

Vou colocar em segundo lugar essa aqui: Jesus Alegria dos Homens, de Bach.


Essa música foi uma das primeiras que aprendi a tocar no piano, aos 10 anos (versão facilitada, ops). Foi quando soube de muitas coisas: que eu poderia tocar músicas conhecidas; que as pessoas podiam ouvir coisas que gostavam; que havia música sem letra, sem voz; e como era delicioso ENTENDER de música. :)

Ai, ai...

Aos 14 anos me falaram de uma tal banda chamada Legião Urbana. Meus amigos também começavam a trocar os vinis pelos cds. Foi então que eu consegui comprar meu primeiro cd, que foi esse aqui:


E ouvindo Perfeição, descobri que eu também podia falar de política, dos problemas brasileiros e de tudo que me incomodava, de um jeito interessante. E também conheci o rock'n roll.


Então com 15 anos eu já estava decidida: queria fazer isso mesmo da minha vida pra sempre. E aí comecei a estudar num conservatório e cantei essa música aqui com um coral. Foi a primeira vez que vi uma regente, que dividi vozes, que vi um arranjo ser montado, que estudei técnica vocal.

Chuva de Prata, aqui com Gal Costa.


Por último, vou colocar Canto de Ossanha, de Baden Powell. Foi uma das músicas que estudei pouco antes do vestibular, por volta dos 25 anos. Foi quando me aprofundei um pouco mais na harmonia da música brasileira, a técnica vocal popular, ritmos afro-brasileiros e técnica popular de piano. Linda!


Bom, gente, ficamos por aqui hoje. Tem tantas e tantas músicas mais! Nem falei da música estado-unidense, do rap, do samba reggae, do movimento negro, da soul music, do jazz, da música orquestral, de Tom Jobim...ufa, muita coisa. Fiquem com esse gostinho aí.

Beijos!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Cantando com os Marujos


Quero contar do Conexão Vivo - sexta-feira - e também do show que fiz ontem em Cachoeira - uma confusão louca que só Jesus! Mas agora não dá pra contar tudo isso, então vou só divulgar meu próximo show, que estou tãaaaaaaao empolgada!!! :D

Vou fazer uma participação especial no show da banda Samba de Marujo, na Praça Quincas Berro D'Água, no Pelourinho, neste domingo, em algum momento a partir das 18h. (risos) A Samba de Marujo é uma banda bem interessante. Eles têm uma história de resgate do samba tradicional, tanto do samba de roda, quanto o do recôncavo, a própria marujada e etc. O cantor - Sílvio - é meu amigo querido e me fez esse convite lindo. Ai, vai ser muito emocionante!!

Vai ser a primeira vez que vamos dividir o palco. E que palco, hein, justo o Pelourinho, que é um lugar tão importante e simbólico pra mim, pra minha música, pra minha história. Ah, quero vocês láaaaaa!!!

O evento começa, na verdade, as 14h. Então quem quiser sambar muito pode ir desde esse horário. Eu é que só canto à noite.

Beijos cheio de samba!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Música boa, novela e escola

Ontem cheguei em casa da apresentação do Grupo Lex numa escola pública aqui de Salvador e liguei a televisão, de bobeira. Além de futebol em todos os canais, passava uma novela no SBT chamada Amor e Revolução.





Era cena de um casal. O rapaz ia lutar pelo exército às vésperas do casamento e a noivinha choramingava que ele ia abandoná-la. Foi meio ridículo ouvir ela dizendo: "Você não vai morrer, vai? Porque eu não saberia o que dizer à minha família se eu não me casasse com você.", mas...enfim...transcendamos.

O que eu fiquei muito interessada e fez eu continuar vendo a novela foi a música. A cena era acompanhada de uma música cantada por Elis Regina. Uma que eu adoro, mas que agora não consigo me lembrar. Eu sei que fez eu permanecer em frente a tv e assim foi ao longo de todo o capítulo. Gente, mas que trilha sonora fantástica! Só Elis Regina, Chico Buarque, bons artistas da nossa MPB. Talvez eles estejam tentando fazer um resgate também da música da época, não sei. Sei que adorei! Claro que nem se compara às mega produções novelísticas da Globo. Os cenários bem mais simples, os bons atores contados nos dedos. Ah, mas a trilha fez eu ter vontade de assistir a novela de novo!

Nós fomos cantar música brasileira na Escola. Fiquei com um pouco de receio, pensei que os estudantes não iam gostar. Foi idéia do diretor da escola, de fazer uma homenagem a eles no dia do estudante. Mas com música brasileira?! Por que não pagode ou arrocha? Bom, enfim, lá fomos nós. E qual não foi a minha surpresa quando vi todo mundo cantando as músicas! Uau!! Formaram belos coros em algumas músicas, me arrepiei de emoção.

- Vocês gostam mesmo de música popular brasileira? - eu perguntei no palco. E eles gritaram em coro:

- Siiiiiiiim! - Uaaau!

- Eu acho que vocês preferiam um pagode, um arrocha, não? - E eles:

- Nãããããão!

Rapaz...tô impressionada! Foi algo inesperado. Mais inesperadas ainda as participações que surgiram na hora: um professor quis tocar...BANDOLIM! E um estudante quis tocar...SANFONA! Gente, que inusitado! Então estou vendo que a boa música tem mais "adeptos" do que eu pensava. Que a gente precisa é disponibilizar mesmo essas oportunidades a todas as pessoas.

Foi lindo! Bem emocionante. (suspiro) E aí vamos nós pras dificuldades...a grana mal bancou a gasolina. Argh! :S

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Adeus da Quanta



Esse sábado é minha última apresentação com a Quanta. Por diferenças de objetivos, decidiu-se que eu vou sair da banda. Sair de um lugar que você gosta é sempre ruim, é claro, mas...no fim tudo é bom e dá certo, né? Estou sentindo o clássico "foi bom enquanto durou". :)

Então CORRAM! Essa é a última chance de me ver cantando rock'n roll em um bom tempo, tá? Esse sábado vamos tocar com Os Pâncreas, que é uma banda bem agitada e animada, engraçadíssima! Eles começam e nós terminamos. As 22h, 10 reais para os marmanjos, totalmente grátis para as gatinhas.

Mas não se preocupem. Ainda continuo cheeeeeeeeeeinha de coisas pra fazer e - sempre - muitas novidades pra contar.

Beijo!

domingo, 24 de julho de 2011

Anos atrás, em aulas com Ana Paula, ela sempre me dizia que uma noite de sono era fundamental para um cantor. (suspiro) Eu achava que era balela, desculpa pra quem gosta de dormir. Eu, que nunca gostei, hum, nem ligava. Mas isso eu pensava do alto do meu amadorismo. Agora que estou no auge da semi-profissionalização (risos), confesso a vocês...Ana tinha toda razão.

Agora que, como dizem meus amigos, estou "estourada", e quase toda dia tenho ensaio, gravação ou sei lá o quê, gente...horas de sono são imprescindíveis! Fundamentais! A diferença na qualidade da voz é notável e impressionante, algo como nunca imaginei que fosse ser.

Então, gente...bora dormir que faz mesmo bem.

sábado, 23 de julho de 2011

O show foi maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaassa!!!!

Bem, quem foi não vai acreditar, mas eu estava doente. Cheguei lá com febre, dor de garganta, dor de cabeça, enfim...(suspiro) E pensei: "Ellen, minha filha, tá na hora de mostrar pra que tanto trabalho muscular." Usei técnica, orei e...vamo que vamo! Como eu disse: "O palco me curou." :D

Foi o melhor show da Quanta: muito animado, cheio de participações especiais, e eu simplesmente me divertindo muuuuuuuuuuuuuuuuuito. A banda McQueens - pra quem abrimos a noite - vixe, deu um show de rock clássico. Tudo muito coeso, perfeito, estudado, leve e agradável. Vocês não podem perder a sexta que vem, quando repetiremos a dose. Que massa!

Abaixo umas fotinhas.


Banda Quanta: eu, Renato no baixo, Luiz na guitarra (falta André, o batera, que é claro não vai aparecer nunca nas fotos, huahuahu) 


Participações especiais: Juca (compositor) e Jefferson Guimarães (baixista da Sinal Sonoro) 


McQueens


É claro que não posso deixar de pensar que, enquanto eu estava cantando, a Amy Winehouse estava morrendo na casa dela. Isso é muito triste, não só uma pessoa morrer por não conseguir se libertar de vícios, mas também o mundo perder um talento vocal como o dela. Amy, minha querida, deixo aqui meus sinceros sentimentos. O que posso fazer por você é continuar cantando por aqui.

Que Deus me permita morrer bem velhinha, com a voz muito grave pela velhice e as perninhas cansadas de tantos saltos...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Show Quanta no BondCanto 2


Que bacana, esse ficou o cartaz do show que a Quanta vai fazer hoje, novamente no BondCanto, as 21h, com a banda McQueen. 5 reais, apareçam!!

O espaço do BondCanto tem se tornado um point na cena rocker de Salvador. Isso é uma coisa muito bacana, temos poucos espaços para sons alternativos, especialmente na esfera privada. Vamo lá dar uma força e valorizar a iniciativa. 

Além do show hoje (que é claro que vocês vão, hehehe), tem rolado toda terça-feira lá uma jam de rock'n roll, que coisa bacana, que eu até já participei e em breve coloco fotos aqui. 

Beijos e até mais tarde!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

1, 2, 3...de brincadeira, gravando!

Ai...Sempre vou reclamar que queria contar mil coisas e não consigo. Que coisa!

Investir em boa aparelhagem é um objetivo de todo músico. A gente sempre quer ter o que há de melhor, não só pra produzir sons melhores, mas também pra facilitar nossa vida em muitos aspectos. Quando eu comecei a me introduzir no mundo musical eu sempre me perguntava: "Todo mundo fala que músico ganha mal, mas como ele(a) pode ter essa guitarra/computador, etc?" Achava que os músicos escondiam dinheiro debaixo do colchão ou qualquer coisa assim, haiahiahia.

Bem, o fato é que todo mundo deixa de comprar o que for pra juntar dinheiro pra comprar suas aparelhagens, cada vez melhores e melhores. E, nesse sentido, é claro que eu também faço isso, tenho feito.

Minha última aquisição foi um Mac. Muito lindo mas, melhor que isso, bem potente e coisa e tal. Isto porque eu quero muito mexer com arquivos de áudio, compor minhas coisas eu mesma, sem depender de ir pra estúdio, quem sabe também gravar umas coisinhas e editar aqui mesmo. Estou bem feliz com a aquisição, apesar de meio desesperada, porque o Mac é bem diferente do Windows e não tenho costume nenhum com o sistema. Então estou muito me batendo aqui com as coisas mais básicas.

Eu sei que resolvi fazer uns testes ontem com o computador no ensaio do Grupo Lex. Fomos tentando gravar num programinha que já veio aqui no computador, que se chama Garage Band. Como programa profissional, existem outros bem melhores, mas como programa amador, ele é muito bom. Então fui mexendo sem muitas pretensões. E fiquei feliz, porque conseguimos ir melhorando a qualidade do áudio, tentei uns efeitos, até achei onde a gente abre pistas, pra gravar cada instrumento em separado (o que deixa a qualidade bem melhor, pra quem não sabe). Hihihi, foi engraçado, fiquei tensa parecendo que era gravação séria, hauahuahauhu, sou besta.

Foi muito bom nos ouvir. Reparei como minha voz está mais madura e redonda, cheia, muito mais bonita mesmo. Que bom. Todo esse trabalho tem mesmo servido pra alguma coisa! (hauhauhau, a professora me mata.)

Então o ensaio foi assim, de brincadeira, gravando, dando risada, nos ouvindo. Agora tenho que procurar transformar isso em mp3, será que tem como? Seria ótimo mostrar pra vocês!

Também fiquei sabendo que vou tocar com a Quanta na sexta-feira novamente. Ainda não sei bem as informações, mas assim que souber, posto aqui.

Um beijo.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Show Quanta - Drama Urbano

Nossa banda amiga Drama Urbano fez um lindo lançamento do seu cd autoral lá na livraria Cultura, que foi um show! Agora eles organizaram um show pra dar continuidade à divulgação desse mesmo cd e - que massa! - convidaram a Quanta pra abrir o show deles! Estou muito contente com o convite! Além de nós, eles terão outras atrações bem bacanas. E tudo isso por reles 5 contos. Tá muito barato, vocês TÊM que ir ver esse povo todo, porque o som vai ser bem interessante e diversificado. Rock pesado, pop rock, blues, tudo nessa noite. Muito bom!

Vai ser no BondCanto, no Rio Vermelho, a partir das 20h, neste sábado, dia 09/07.

Espero vocês lá!

Ah, me sigam no twitter, que vou lançar uma promoção bacana lá pra esse show. Aí do lado, ó: -------->

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Puxa um milho aí - batendo papo no São João

Coisa esquisita - aqui não pega nenhuma operadora de telefone mas tem internet wireless à vontade. (risos) Contradições deliciosas e estranhas do meu Brasil. Estou em Itagibá passando o São João. Interior da Bahia.

Me faz bem me afastar um pouco do meu cotidiano, me afastar um pouco dos meus amados amigos músicos e estar no meio do "povo". (risos) É interessante saber o que as pessoas ouvem e - sempre - me questionar novamente "de fato o que é música popular?".

Claro que estou aqui ouvindo o que eu chamo de "músicas de festa" - uns forrós, sertanejos, lambadas e baiões esquisitos, outros bonitos, outros vulgares. Enfim, coisa diferente do que costumo ouvir. Mas gosto. Estava discutindo exatamente sobre isso com o diretor musical - é possível ter música dançante com letra mais social? Talvez isso possa ser tópico pra outra listinha, porque eu acredito e sei que SIM. E é MUITO BOM ter esse tipo de "debate" com ele. ;)

Até encontrei um amigo músico aqui, violonista. Quer dizer, encontrei vírgula, né, ele estava tocando e eu dançando o forró dele, dei um tchauzinho. Que bom que meus amigos estão aí cheios de gigs no São João. Também fiquei muito feliz de saber que um músico que eu admiro muito no cenário soteropolitano disse que estava querendo ver um show meu. Ui, que luxo! Nem que faça show particular, nego, mas você vai ver sim! (sorriso)

Agora de manhã (que as pessoas estão mais tranquilas) estão ouvindo MPB. Os DVDs dos "encontros" estão em alta: Ana Carolina e Seu Jorge e o mais novo (que eu nem tinha ouvido ainda) Caetano e Gadú. Gostei da proposta do Multishow: colocar os dois tocando violão, coisa bem intimista. Foi ridículo ver os fãs berrando cada vez que Gadú dizia uma frase, enquanto CAETANO cantava músicas inteiras, mas...tá. Fiquei pensando sobre isso...a "paixão doentia", como eu chamo, que a maioria das pessoas têm por Chico eu posso dizer que tenho por Caetano. Apesar de poder criticar inúmeras posturas, letras e até músicas dele (sempre criticarei tudo, hihihi)...sou fã. Muito fã dele. Me inspira demais sua origem, seu lirismo, seus pensamentos, seus ritmos (todos tão familiares pra mim). Marcela Bellas, gravou um disco que nomeou "Será que o Caetano vai gostar?". Me identifiquei muito com isso, porque acho que, se eu chegar a gravar um disco assim de âmbito nacional e tal, acho que vai ser uma das primeiras perguntas que vou me fazer. (risos)

Bom falar de Caetano em pleno São João...

Vão dançar forró e saiam da internet, ora! (risos) Estou indo tb.

Beijo!

sábado, 18 de junho de 2011

Bandas para dar risada

PROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS


Vou começar uma tag aqui no blog chamada LISTINHA. Já estava com vontade de fazer isso, mas muito sem tempo. Não sou nenhuma grande referência de música, mas é claro que gosto de ouvir muita coisa diferente. Então, pra mostrar pra vocês um pouco do que eu ouço; pra gerar debate; pra eu mesma me forçar a arranjar tempo pra ouvir mais coisas, enfim, por diversos motivos, estou inaugurando hoje este tópico. :)

Como vai funcionar? Vou colocar uma LISTINHA de 5 referências daquele assunto. Ainda não estou conseguindo botar música no blog, então vai de vídeo do youtube mesmo. A página vai ficar um pouco pesada, mas...que jeito? Hoje começo com o tema BANDAS PARA DAR RISADA. (Huahuahuah!)

Rapaz, é muita banda engraçada nesse mundo. Muita mesmo! Graças a Deus! Eu queria muito ser assim, mas, por mais que eu tente, dificilmente componho coisas engraçadas. Mas AMO! Me inspirei nesse tema depois que a galera, aqui no meu aniversário, puxou uma sequência deliciosa da banda número 1 desse tópico, na minha opinião, que é a:

1. Mamonas Assassinas

Aqui apresento um clássico da "cornitude" nacional, com o Dejair declarando seu amor por sua fogosa esposa. (O áudio tá ruim mas o vídeo vale a pena.)


Em segundo, a clássica das clássicas:

2. Ultraje a Rigor

Zoraide, como toda boa moça, queria casar. Mas Roger achava que isso era só "nehm nhem nhem".



Em terceiro lugar, uma nova banda, lá do Pará, em ascenção brasileira:

3. Mostarda na lagarta

O pobre índio queria ser emo e ouvir rock. Ah, os preconceitos sociais...


Seguindo a sequência com muita baixaria, a brutal rock band:

4. Velhas Virgens

O "criatura" sempre se achou o tal, até que encontrou uma "mocinha" que não estava a fim de dar.


Por último, uma banda de travestis aqui de Salvador, nem sei se existe mais. Eles ficaram por último devido à qualidade musical e à baixastralidade! (risos) O que eu acho que é o objetivo, então, de certo modo, estão em primeiro. Aí vai:

5. Solange tô aberta (vulgo STA)

Depois do título, acho que não preciso explicar mais nada. Dança da Passiva! (Esse vídeo é só uma passagem de som. O melhor áudio e o vídeo menos...hum...agressivo.)




HAUHAUAHUAH!!! Esbaldem-se!

quinta-feira, 2 de junho de 2011


Achei interessante o diretor musical me pedir pra deixar a voz na garganta, pra gente fazer uns testes de interpretação da música, para a gravação. Nem lembrava mais como é que fazia isso...E ele gostou do resultado! (risos) Disse que a minha voz ficava mais bonita assim, pr'aquele tipo de música. Menino...você passa tanto tempo tentando deixar a voz limpa, redonda, macia, e um surpreendente diretor musical quer a sua voz rouca, suja e quase desafinada. Como o mundo da música dá voltas...

Uma coisa que estou realmente com dificuldade é com essa respiração intercostal. Xô explicar um pouco antes: quando a gente vai estudar canto, a gente aprende a utilizar mais músculos para apoiar a respiração, o que nos dá um mundo novo de possibilidades sonoras. A gente usa - de modo mais controlado e consciente - músculos abdominais, diafragmáticos, intercostais. Os músculos intercostais são esses que "seguram" os pulmões, que ficam aqui nas laterais do nosso corpo, nas costelas, digamos assim. 



Consigo utilizá-los muito bem, obrigada, depois de anos de treino e controle. Mas a professora de canto, enquanto eu estava fazendo as aulas, é claro, passou uns exercícios que eu fiquei com dificuldades. Aproveito esse período de trancamento para estudá-los. Eram excercícios para o fortalecimento desses músculos intercostais e consistem, basicamente, em você cantar sem deixar que esses músculos "desçam", digamos assim, após a inspiração. Quer ver, faça aí. Inspire profundamente...sinta suas costelas subirem um pouco (as costelas, não é o peito!). Agora cante com elas aí, sem deixar que elas desçam, só mexendo a barriga. 

...

Difícil? Eu estou achando, vixe! Controle absurdo. Eu consigo por um tempo, mas não o exercício inteiro, que no caso é uma série de ataques respiratórios (ainda mais difícil) com a sílaba "rá". 

RÁ-RÁ-RÁ-RÁ-RÁ, usando a mesma nota. (Quem tiver um instrumento, tenta aí.)

Menino...tá difícil. Parei aqui pra escrever pra vocês e descansar um pouco os músculos, que já to com falta de ar.

Não vão desmaiar, hein! (Quem nunca estudou canto, não faça isso em casa sozinho.)

Ufa, xô continuar.



Rá, rá, rá, rá...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Oração do instrumentista

Oração do instrumentista para se proteger dos vocalistas 

ou 

Pai nosso dos músicos (já que vocalista não é músico)




Pai nosso - só dos instrumentistas, porque os cantores não contam

que estais no céu - lá onde só tem música instrumental, muito mais elevada que a música vocal

Santificado seja o vosso nome - único, não composto, como os vocalistas acompanhados de tal banda

Venha a nós o vosso reino - lá onde mulheres são só fãs e jamais dividem o palco nos aborrecendo com seu humores

Seja a feita a vossa vontade - que é a de ter um bom cabo e um retorno descente

Assim na terra como no céu - no camarim ou no palco

O pão nosso de cada dia - o cachê

nos dai hoje - antes que o vocalista leve a maior parte

Perdoai as nossas ofensas - todas manifestadas em caretas, jamais ditas, como os vocalistas fazem

assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido - que jeito? daqui a pouco vai acontecer de novo...

Não nos deixes cair em tentação - de dizer a ele(a) "toque aqui em meu lugar se for capaz"

mas livrai-nos do mal - ao menos nos dê um que consiga acompanhar uma mudança de tom

Amém.

domingo, 29 de maio de 2011

Apenas um dia qualquer


Bom, a temporada de shows do grupo Lex no Whiskritório foi bem legal. Alegrias (as pessoas cantando com a gente), emoções (um casal se declarando com nossa música), surpresas (minha prima ir me ver), brigas (alguém sempre errava alguma coisa), cansaço (chegar em casa 2h40 e estar 7h num outro trabalho). Enfim, tudo que uma boa temporada de shows deve ter. :D

Ontem fui no show de Dão e encontrei muitos amigos do meio artístico. Gosto muito de vê-los todos, me sinto caminhando num lugar seguro e "correto", se é que posso dizer assim.

Depois ainda dei uma passadinha no Portela Café e vi boa parte do show da banda Travolta Toca Rock, que eu já tinha ouvido falar bastante mas não conhecia. Gostei muito! 

Ainda não contei pra vocês que tranquei a faculdade... (suspiro) Estou bem triste, mas tive que tomar essa decisão. Estava sendo uma aluna medíocre e me stressando demais, ao ponto de adoecer e etc. Espero ajeitar minha vida e voltar em breve. 

Bom, mas isso não fez parar os estudos. Ao contrário, eles vão ter que ser mais pesados ainda, já que não tem ninguém me cobrando. Então dá licença, que hoje é domingo, mas é exatamente isso que vou fazer o dia todo: estudar.

Ei...tá chegando meu aniversário!! ;) (Eu anotei num papel bem aqui na minha frente pra não me esquecer.)


Beijos estranhos,

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Postagens

Hey ho!

Me maquiando para o show.

O show ontem no Whiskritório foi muuuuuuuito bom! Eu gostei, né. Deu beeeeeem mais gente, estávamos animados, foi muito bom. Só houve um pequeno atraso - algo chato pra mim que sou inglesa - mas...tudo dentro dos conformes. Um amigo filmou então acho que em breve posto alguma coisa no YouTube.

Enquanto isso vocês podem dar uma olhada nas fotos da gravação da Quanta que postei no Picasa. :)

Beijos!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Papeando



Hoje tem show do Grupo Lex novamente no Whiskritório. Os outros foram bons, mas vazios, por causa da chuva. Espero que hoje vá mais gente nos ver. :)

Estou tendo que transcrever três músicas que vou cantar. Transcrever, pra quem não sabe, é escrever o que você está ouvindo na partitura. Nossa, estou com uma dificuldade terrível pra fazer isso. Vou pedir a um colega pra me dar "banca" - vocês lembram do colégio? Não sei se estou com tanta dificuldade ou se é mais falta de tempo mesmo. :/

Nos ensaios do Grupo Lex estou tocando baixolão. Eu tenho um - o Marvin - e os meninos vão me ensinando. Por enquanto é só molequeira, mas eu acho massa. Enquanto não atrapalho eles, vou brincando. Agora que tenho uma câmera, vou ver se consigo filmar alguma coisa pra vocês verem eu aprontando. Huahuahua, só não vale vaiar!
Meus instrumentos todos têm nome (quase todos). Xô contar pra vocês:

o violão é Romeu
o baixolão é Marvin Groovin
o piano é Antônio Tatum
o piano elétrico é Big Billy

falta o teclado, a piânica, o pandeiro...hihihi, eu não tô rica não (ainda não). Fui comprando (ou ganhando) todos eles ao longo dos últimos 15 anos estudando música. (risos) Quando eu ficar rica, vou montar um estúdio bem lindo e comprar um piano de cauda branco. :D

Ói, xô estudar.

VÃO ME VER!!



sábado, 30 de abril de 2011

Gravação da Quanta


Estamos fazendo a gravação da Quanta BEM NESTE MINUTO! Pedi arrego ali da gravação dos vocais, cedi a vez ao baixista e vim aqui escrever um pouco pra vocês. Hoje é aqui em casa. O guitarrista está montando um estúdio e está com uma aparelhagem muito boa, digna dos melhores.

E aí tá massa, depois posto fotos. Está sendo bom, porque hoje estou agressiva. Que bom cantar rock'n roll!!


O show de quinta no Whiskritório foi muito bom, mas não teve público, por causa da chuva. Vai rolar de novo quinta que vem, hein!

Hoje também fui aceita como cantora de um projeto muito legal, que está começando, o Samba das Meninas, sobre o qual depois conto detalhes pra vocês.

O negócio é que se meu objetivo é simplesmente fazer a música soar...rapaz, ela tá soando!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Extra! Extra! Leiam este blog!

Sem postar, né? Muito ocupada, muito ocupada, GRAÇAS A DEUS!

Mas fiquei pensando sobre o bloguinho. Sempre querendo contar tudo mas, como eu já disse, teria que postar todos os meus dias, tarefa impossível. Fiquei pensando no bloguinho e sobre o que eu quero mesmo com ele.

Ok, me comunicar. Contar como vai andando minha carreira, os shows, as gravações, deixar os "fãs" sabendo de tudo. Ok, isso é óbvio. Mas tem mais.

Também quero que vocês saibam como NÃO vai andando minha carreira. O que emperra, o que impaca, o que atrapalha, o que me dói. Porque nem só de flores vivem os artistas, como pensam muitos. Uma carreira madura tem também muitos problemas e "não"s pra contar. E eu penso que também é bom que vocês saibam disso. Mostra que estou prosseguindo e lutando.

O que já desemboca no terceiro objetivo. Mesmo que às pessoas não interesse a minha carreira em particular (risos), esse também é um site/blog pra falar de SONHOS. Pra dizer às pessoas que é preciso sonhar. Que não abandonem seus sonhos só porque eles também trazem problemas. Então nas horas em que mais me canso, que dá vontade de desistir de tudo (claro que essas horas existem), eu venho aqui, leio coisas que já escrevi, leio os comentários de incentivo e me lembro do que estou fazendo. Quero dizer, eu não estou esperando o "grande dia" chegar. Eu estou caminhando. Venho aqui e me lembro disso, que a única coisa que tenho que fazer é seguir minha viagem. Muitas pessoas que amo têm morrido e...(suspiro) isso me faz pensar ainda com mais força que não tenho tempo a perder com lamúrias. Que preciso fazer tudo que posso agora, ainda que não seja tanto quanto eu gostaria, porque a morte pode chegar a qualquer minuto e eu não quero me arrepender por não ter feito coisas. Especialmente as coisas nas quais eu acredito.

Aqui também é um lugar em que compartilho a cultura em que eu vivo. Em que divido com vocês - músicos e/ou fãs de música - o que aprendo na faculdade, nos cursos, nas conversas com outros músicos; o que vejo em shows, o que leio, o que me mostram. Tento mostrar o que consigo enxergar, em críticas e elogios, sem ofender ninguém, apenas avaliando. Porque também me avalio, as pessoas também me avaliam, e isso é ótimo. Desde que não se xingue a mãe de ninguém (risos), é importante pro artista saber onde pode melhorar - se puderem dizer como então, fantástico!

Bom, é isso. Continuem vindo aqui, deixando seus comentários, indicando coisas boas, dando suas opiniões e tudo o mais. Se esse tal "grande dia" um dia chegar...ah, como eu vou ter certeza que não caminhei sozinha! Será uma vitória de todos nós, juntos.

Eu tenho muita coisa pra contar, de shows que estão rolando, de ensaios, gravações, da produção de outros shows, enfim, tanta e tanta coisa, mas...ai, hoje já não dá. (risos) Essa quinta tem show no Whiskritório do grupo Lex novamente, depois vão na parte de Shows pra ver.

Beeeeeeeeeijos!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Pré show

Noosa, como eu tô cansada. Ensaio todo dia + gripe + stress com músico + faculdade...

Preciso de um banho de sol!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

show, eeeeeeeeh!

Show do grupo Lex no Bar Whiskritório na quinta-feira, 20h30, 4 reais, que massa!

Vejam o endereço na parte de shows.

Aguardo vcs lá!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Canjas


Fiiiiiiiiiiiiinalmente os trabalhos nos quais investi em 2010 estão PRONTOS, ufaaaaaaaa!! Redondinhos, macios, deliciosos, prontos para serem devorados, ouvidos, usados, ebaaaaaaa!!! 

Então estamos passando pela fase das canjas. É quando você começa a procurar os bares pra tocar, deixa material e, de vez em quando, toca pro dono ver se gosta, se se adequa à proposta do bar, etc. É bom, mas é ruim. É bom finalmente colocar todo mundo na berlinda, ver como ficamos num palco (bem diferente de estúdio) e etc, mas é ruim porque é um despêndio grande de transporte, energia, voz, som...pra nada. É, muitas canjas não dão em nada. Seja porque o cara não gostou do grupo, porque não se adequa ao que ele quer ou porque nós não topamos os ínfimos cachês propostos, fato é que muitas e muitas canjas não dão certo. (suspiro) Ai, e isso é cansativo e chato. Mas é bom. :)

Não gosto muito de chamar as pessoas pra irem ver as canjas, po, porque é tão chato, você se desloca da sua casa e tudo o mais só pra ver duas, três músicas. Chato. Mas...como eu tenho acabado ficando nos bares e até me divertindo antes e depois delas...hihih, resolvi convidar vocês, que visitam o blog. Vai ficar anotado lá nos Shows. Quem quiser ir...vamos!

domingo, 3 de abril de 2011

Transpondo

A música ocidental em geral é criada dentro de um ambiente sonoro hierárquico, que a gente chama de TONALIDADE. O que isso quer dizer? Quer dizer que existe um "ator" principal, o acorde que dá nome à tonalidade, e os outros acordes "giram ao redor dele", digamos assim, sempre tentando voltar pra ele. Muitas coisas já foram criadas para romper isso (como a música atonal) e outras culturas não se valem desse tipo de relação (como na música indiana) mas...para nós, ocidentais, essas regras ainda valem muito, especialmente dentro das músicas que costumeiramente conhecemos.

Então...às vezes a gente acha que o compositor fez uma obra prima - meu Deus, como alguém pensa numa música assim? - quando, na verdade, ele só está se utilizando de regras comuns e conhecidas. Claro que não estou desmerecendo o trabalho de nenhum compositor porque, afinal, a criação está justamente em COMO ordenar esses acordes se utilizando das regras e, principalmente, como e em que momento rompê-las. A música é realmente uma coisa deliciosa e impressionante que, exatamente como no mundo "real", tem regras, mas estas podem - e até devem - ser quebradas. (risos) Enfim...a música é o mundo, hum.

Bom, mas estou explicando tudo isso pra dizer o seguinte: a música geralmente está numa tonalidade original, ou seja, que o compositor fez, porém cada cantor vai cantar em uma tonalidade diferente. Então, tipo...se o Djavan fez uma música pra ele cantar, eu, que sou mulher, quase com certeza vou precisa mudar aquela tonalidade. O nome desse processo é TRANSPOSIÇÃO: mudar de uma tonalidade para a outra, sem mudar o formato, os intervalos e a idéia original do compositor.

Como cantora, preciso muito fazer isso. Noto que os instrumentistas de modo geral - com raras exceções - não gostam de fazer transposição. Seja porque o original é muito complexo, porque foi feito para o instrumento dele (no caso do violão, por exemplo, se utilizando de cordas soltas e outros recursos técnicos), seja por pura preguiça, hihihi, a maioria não gosta.

Estou aqui fazendo a transposição de uma música bem simples, Lata D'água, de Luiz Antônio e Jota Júnior. (Segue o vídeo na voz da cantora Marlene, pra vocês verem como ela canta numa tonalidade alta, aguda. Pra mim, estou tendo que baixar um pouco.)



Eu gosto MUITO de fazer transposição. É como se nesse momento eu fosse obrigada a entender melhor as relações entre os acordes que o compositor criou (e talvez eu nem prestasse atenção, ocupada que fico com a melodia). Tenho uma certa facilidade pra fazer isso. Muitas vezes não preciso escrever, vou lendo e transpondo, tudo ao mesmo tempo.

Isso só peguei músicas simples, né? Estou tendo que estudar essa Passarim, de Tom Jobim, e a transposição já não é tão fácil, mas...acho que quero tentar. Depois. Olhem que complicada:



C7M(omit3)           Ab(b5)     G   Ab7(4/9)  G7(4/9) 
Passarim          quis pousar,  não deu, vo--------ou 
G(add9)      Gm9-        F#sus2           Gm(7M)   Gm7 
Por----que o tiro     partiu          mas não    pegou 
     Gb7M(#5)   F7M(6)     E7     Eb7M(9) 
Passarinho   me con---ta então me diz 
                  Eb7M(#9)              D7/4(b9) 
Por que que eu também     não fui feliz 
                D7(b13)            Gm7(9)          Cm7        Gm(7M/9) 
Me diz o que eu fa-----ço da paixão       Que me devora o coração 
Gm7      Cm7           Gm7(9)           Cm7         Gm7(9)           Cm7         Gm7(9) 
Que me devora o coração       Que me maltrata o coração    Que me maltrata o coração 
               C7(4/9)  C7(b9)        F7M  F6     Bb7(4/9)      Bb7(9)   Eb7M(9) 
E o mato que é bom,   o fogo  queimou      Cadê o fo------go, a água  apagou 
         D7(b9/13)  D7(b9/b13)    Gm(7M/9)  Gm7     A7/4(b9)    A7(13)      D7M(9) 
E cadê a água,    o boi        bebeu        Cadê o amor,    o gato    comeu 
    Em7      A7(b9)  D7M(#5) D7M      Gm7   C7(b9)  F7M(#5) 
E a cinza se espa----lhou         E a chuva carre---gou 
  F7      Bb7M      Gm7     D(omit3) 
Cadê meu amor que o vento levou