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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Voz e projetos 2011


É, a vida vai voltando ao normal. Ensaios e bandas e projetos voltando. Foi bom dormir e assistir filmes. Mas agora chega. Hora de esticar os braços, as cordas vocais e voltar a cantar. Que bom. Tudo é bom em sua hora.

Aí você pensa que estudar canto todo dia não muda nada em sua vida. Oh, ledo engano. Voltando a cantar depois de mais de um mês sem estudar (shhhhhhh!) vejo nitidamente a diferença. A voz cansada depois de 3 músicas. A voz toda na garganta. A musculatura frooooooouxa, sem tônus, a voz sem corpo, vixe, socorro! (risos) Voltemos também aos estudos, pois não.

Esse ano o que tenho de novidade é que estou começando mais um projeto. Além do Lex e da Quanta (vejam a página Projetos), vai ter mais um, que é o Ellen Carvalho mesmo. Show meu, com minhas músicas, meus gostos, meus belos convidados. Que delícia.

Esse final de semana conversei com a diretora artística. Bacana, ela vai trazendo visões que eu sozinha não teria pensado. Também falei com o diretor de projeto gráfico. E eu sei que esse meu show já tá é muito chique com esses diretores maravilhoooosos! Vou contando tudo a vocês, daqui até lá. Já coloquem aí nas agendas, o show deve rolar em maio. Hum, e vocês acham que está longe? Que nada! Tanta coisa pra ajeitar, que só Jesus!

Vamos voltando aos poucos que conto tudo pra vocês.

Beijos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Na Casa da Música



Na Casa da Música está tendo saraus de 15 em 15, às segundas-feiras, a partir das 19h. Muito legal. Depois de mil semanas tentando ir, consegui ir nesta, ontem. Tocaram: Luiz Rocha, Os Andrades, Sertanília e Banda Terráquea, até onde eu vi. Acho que ainda teria mais uma atração, Guel Braga, mas eu já tinha ido comer um acarajé na Cira, que amo. Então vou contar pra vocês até onde eu vi, que já foi muuuuuuuuuuuuuuito bom!

Luiz Rocha, oh Deus, o que dizer do meu amigo? Cara dedicadíssimo ao instrumento (gaita), ao movimento do blues e do folk em Salvador e no Brasil. Solos fantásticos, acompanhamento harmônico adequadíssimo e as explicações super didáticas pra qualquer leigo entender e sair de lá com vontade de tocar, o cara é bom demais. Eu sou suspeita, to sempre indo onde sei que ele vai tocar, fã de carteirinha mesmo. Vão atrás dele também que o cara é bom demais!

Aí começaram as novidades (pra mim): primeiro, os Andrades. Coisa linda. Dois violões, baixolão e percussão, todos Andrades mesmo. O timbre do cantor a coisa mais linda de se ver. Timbre diferente, forte, potente. Poderoso mesmo. Coisa boa. Umas aulinhas pra tirar o esforço vocal e estaria perfeito! Os violões bonitos, o baixolão simples mas adequado e a percussão enriquecida com Seu Henrique (lá de Itapuã) e outros amigos, fizeram sambinhas antigos e agradáveis, além de bonitas músicas próprias, românticas e poéticas. Gostei bastante.


Então veio o Sertanília. Eu já sabia que o grupo era bom, acompanhei meio de longe a formação, os detalhes da gravação, os estudos da cantora (minha amiga e coleguinha linda Aiace, de quem também já falei aqui), enfim, já sabia que o negócio estava bom. Afe, mas não sabia que estava TÃO bom! Muito lindo mesmo, não só a alegria, disposição e dedicação de todos tocando, mas a qualidade musical, coisa realmente impressionante. Muita técnica, dedicação, você vê que foi um trabalho burilado e estudado em seus mínimos detalhes. É massa porque dá pra ver a diferença que a técnica vocal faz para um cantor. Aiace é uma menina que estuda bastante, minha colega de faculdade, eu vejo. E a voz sai limpa, clara, com dicção e, principalmente, sem esforço. Sem forçar o corpo, sem se acabar ao fim do show, bom demais. Gente, ESTUDEM, a diferença é gritante! (Já falei que dou aula, ninguém tem desculpa, hehehe!) Bem, afora os outros músicos.

A seleção do repertório também "brocou", entre músicas conhecidas (como de Lenine e Luiz Gonzaga) e outras autorais, delicadas composições do "violeiro" Anderson. Ah, a formação (olhem que linda!): percussão (3, uau!), violão, violoncelo, violão de doze cordas e voz. Preciso elogiar o técnico de som também, Hilário. Apesar do nome, rapaz sério e atento, viu? Nessa terra de São Salvador em que são raros os técnicos bons, é preciso elogiar o trabalho de quem se dedica e faz a coisa bem feita. Em alguns momentos ficou alto, mas, de modo geral, muito equilibrado, claro, dava pra ouvir absolutamente tudo, do mais suave apito à potência dos gritos de Aiace, além de adequadíssimos reverbs (quem me conhece sabe que eu detesto reverb, simplesmente porque eles são mal utilizados, mas os de ontem estavam sensacionais). Quando eu crescer quero ter um técnico de som desses pra mim, vivaaaaaaa!

A Banda Terráquea toca rock, blues e baladas, e eu peguei apenas poucas músicas. O inglês perfeito de Lon Bové, com uma guitarra malandra, digamos. Luiz Rocha fez também a gaita lá, no meio do grupo mais suave e singela. Mas eu destaco mesmo o baixo de Son Melo. Já tinha ouvido falar dele, mas achei de uma presteza, de uma criatividade, de uma sutileza - muito bom, muito bom. Vou tentar vê-lo mais e novamente.

Também foi ótimo encontrar outros amigos no público, poetas, artesãos e a cantora Aimê El-Bashai (se escrevi errado alguém me corrija), que fiquei muito feliz de saber que ainda está cantando e principalmente compondo. Ainda canto composição dela, escrevam aí, a menina arrebenta. Ficamos de nos ver cantar mais esse ano.

De lá, como eu disse, fui comer meu sagrado acarajé, resenhando e filosofando sobre o amor, o ser humano, hormônios e, como não podia deixar de ser, música.

Ah, que ótima segunda pra começar a semana!

P.S.: Propagandinhas:(1) vai ter mais Sarau na Casa da Música na sexta-feira, a partir das 17h, com poesia, música e lua cheia na lagoa de Abaeté. Imperdível aos românticos e sensíveis.

(2) Vai ter mais Sertanília no Tom do Sabor, sábado, dia 22, a partir das 22h. Pra quem não mora em Salvador, procurem-nos nas redes sociais (youtube, twitter, facebook, etc). Vale a pena conferir.

Cheiros!