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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Obrigada

Estou aqui ouvindo Like a Prayer, primeiro cd da Madonna (pelo menos o primeiro que chegou em minha mão), tantas reminiscências da infância vieram...Eu tinha 8 ou 9 anos quando cantei justamente a faixa título, primeira música inteira em inglês, sem ninguém me ensinar. Lembrei que ficava na sala lá de casa, desde os 4 anos, cantando, cantando, cantando, como se eu fosse a maior pop star mundial que já pisou a face da Terra. Como eram boas essas tardes inteiras apenas cantando - ainda tão desafinada, a bichinha - músicas e mais músicas. Como essas tardes definiram quem eu sou e tudo que desejo e faço hoje na minha vida. Que bom...

Então hoje estou saudosista e em clima de fim de ano mesmo. Esses dias vou viajar pra outro planeta. Um planeta que não tem celular e sabe lá Deus se vou conseguir acessar a internet. Então queria agradecer.

Esse ano foi o que eu mais cantei e estou tão feliz por isso! Eu costumo dizer que ter uma banda é como ter um namorado, só que geralmente são uns 5. Administrar um namorado já é difícil, imaginem 5, com todas aquelas maluquices e mistérios que os homens tem e são tão inteligíveis pra nós. Feliz ou infelizmente, quase todos os músicos são homens. Estar no palco com alguém é realmente algo mágico e particular. Posso dizer que íntimo. Ninguém jamais vai tocar com você como outro alguém tocou. Então é uma união irrepetível. Quando rola aquela "química musical", como a gente fala, poxa! É inesquecível e único. Então eu queria agradecer a esses homens - e mulheres -  maravilhosos(as) que preencheram a minha vida este ano!

Obrigada a Fábio Nasman e Alan More, do grupo Lex, pela paciência, pelos desabafos, pelas brigas, pelos choros. Vocês hoje são muito mais amigos que parceiros. Amo muito vocês. Obrigada por estarem ao meu lado nos momentos difíceis.

Obrigada a André Conceição, Luiz Vintage e Renato Coelho, da banda Quanta, pela paciência - e também pela irritação - com minhas experiências dentro de estúdio, com minhas danças, meus gritos. Foi massa falar toda a putaria do mundo com vocês (risos) e tomar cada cachaça, comer cada pizza, até deixar o som tão "redondinho". Vocês realizaram meu sonho de 15 anos, de ter "a melhor banda de rock do mundo" e eu já posso morrer feliz! Obrigada!

Obrigada as lindas do Samba das Meninas, que me acolheram com tanto carinho, mesmo eu sendo de fora do candomblé. Vê-las com tanta energia e vitalidade, tanto amor à música e à tradição de vocês, tem me inspirado muito também a olhar para as minhas próprias raízes. Obrigada por me deixarem participar disso.

Às minhas amigas Aiace Félix, Tâmara Pessoa e Luíza Meireles, obrigada por todo o apoio nas aulas de canto, mesmo depois que tranquei a faculdade. O incentivo de vocês, cada abraço quando a gente se encontra, faz muitas dificuldades da faculdade, do caminho musical e da vida afora valerem a pena, quando piso no palco e coloco a emoção de tudo isso, junto com vocês, nas músicas. Vocês me inspiram todos os dias a cantar com cada vez mais emoção. Obrigada por isso, meninas!

Aos consultores de aprendizado musical Alexandre Processo,  Pedro Dias, Ivan Bastos, Fábio Sacramento...man...nem tenho o que falar de vocês. Vocês iluminam tudo com dicas tão simples e óbvias, fazem de noites e noites de choro a coisa mais simples do mundo. O que seria dessa minha cabeça confusa sem os pitacos de vocês? Muito, muito obrigada!

Aos novos parceiros Leonardo Outeiro e Eraldo Lins, da banda Mary Poppins, obrigada pelo convite, por acreditarem em mim, pelas críticas, pelos elogios, por me deixarem tão à vontade, por mudarem todos os tons do mundo. O show de ontem foi maravilhoso, senti tanta energia e conexão, o palco ficou enorme. Obrigada por me dizerem todo dia que cantar é mesmo algo especial e amoroso. Obrigada.

Aos novisíssimos parceiros Luiz Guilherme e Felipe Ferreira...Meninos...nosso 2012 vai ser trabalhoso, árduo, mas muito muuuuuuuuuuito cheio de vitórias e delícias! Obrigada por acreditarem em mim, por estarem junto, por colarem, por continuarem pensando e sugerindo coisas interessantes, por toparem. A gente vai se divertir, podem crer!!!

Poxa, mais que tudo...obrigada a vocês que foram nos shows, que ficaram na torcida, que desejaram boa sorte, que visitam o site sem falar nada, que me dão toques pra que eu melhore, que se inspiram nas minhas maluquices pra também continuarem fazendo música. Pra vocês que me indicam shows pra eu ir e escrever sobre, pra vocês que gostam de ir comigo assistir aos shows, que lêem o que eu escrevo sobre eles. Pra vocês jornalistas, músicos, professores, curiosos, bisbilhoteiros, hihihi, que entram aqui só pra dar uma bizoiada...pô, gente...valeu meeeeeeeeesmo, o site é pra vocês, a música é pra vocês e eu espero, sinceramente, que vocês tenham se divertido no mínimo tanto quanto eu nesse 2011!

Cai pra dentro, 2012, que você vai ser o melhor do mundo!!!! Te espero com amor.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Badi Assad e o BTCA

"Quando a gente amadurece, tudo nos emociona." Foi a frase de uma das bailarinas do Ballet Teatro Castro Alves (BTCA). E eu me identifiquei perfeitamente. Foi assim que assisti ao show de Badi - chorando o tempo todo.

Foi um show que custou 1 real (com direito a meia!) no projeto de domingo do TCA. Nem houve fila, praticamente. Estava bem vazio as 9h, quando abrem o teatro e a venda de ingressos. Mas, até as 11h, as pessoas foram chegando e o teatro ficou cheio mais ou menos até a fila W. Foi a coisa mais linda e tocante que eu assisti esse ano, devo dizer a quem não foi.

Um show de Badi Assad, apenas voz e violão, juntamente com a coreografia "A quem interessar possa", do BTCA. Ela disse que chegou em Salvador na quinta-feira e que eles tiveram apenas esses 3 dias pra conectar uma coisa à outra.

Na coreografia, a iluminação é o cenário e, à medida que os bailarinos vão sendo iluminados e fazendo solos dentro de um quadrado de luz, vai tocando um playback com depoimentos deles. A média de idade é de 50 anos. Como bailarinos profissionais quaisquer, todos eles começaram dançando quando eram crianças. Imaginem quanta história pra contar tem um corpo depois de 30, 40 anos de dança. Foi lindo ver aquelas pessoas "maduras" falando sobre suas histórias de vida. Em como a arte - no caso, a dança - tinha lugares diferentes pra cada um deles. Alguns, já com carreiras paralelas; outros, apenas dançando; outros que pararam de dançar (por questões familiares, profissionais ou doença) e falavam do milagre que era seu corpo ainda responder à dança daquela forma. Confissões de amor à família; do prazer do sexo que aquele corpo também faz; de separações amorosas e traições vividas; do uso do corpo em outras profissões. Eu chorei por ver como é autêntica e linda e tão particular a vida de cada um, todos nós.





Eles fizeram algumas coreografias coletivas, em pequenos grupos. Tão lindo, sem aquele quadradismo que, em geral, a gente vê, de todo mundo dançando ao mesmo tempo, tão cronometrado. Oras cronometrado, oras não; oras só as mulheres, oras só os homens e oras qualquer um. E a luz montando quadrados, caminhos, círculos, estradas, traços. Vixe, lindo! Eu chorei pensando que, quando eu tiver a idade deles, talvez boa parte daqueles corpos, tão lindos, tão harmoniosos, tão cheios de vida única e particular, já nem vão estar mais sobre a terra.

E Badi? PelamordeDeus! Nem sei do que falo primeiro...tudo tão fantástico!

Vou começar pelo violão. Preciso dizer a vocês que foi difícil acreditar que só tinha uma pessoa tocando um violão ali no palco. Acredito porque vi. Eram dois quase o tempo todo no meu ouvido, tal a precisão com que ela deixava soar os baixos, os médios, as melodias. Muito à vontade com o instrumento, muito mesmo. Ela tocou coisas mais complexas, de harmonia complicada, mas também coisas tãaaaaaaao singelas, delicadas, de duas ou três notas, que ficaram absolutamente lindas! Ela realmente conseguiu criar um AMBIENTE SONORO, não simplesmente (e já tanto) música. Em uma música, apenas, sei que ela precisou de um recurso eletrônico, uma pré gravação do próprio violão, que tocou lá em playback. O resto...foi ela mesma, ao vivo. Ela também usou o violão como percussão, como recurso coreográfico, e até colocou ele "de barriga pra cima", no chão, tocando como os japoneses tocam seu instrumento tradicional, num cantinho do palco. O que foi aquilo? E o Ballet dançando, e a luz criando cenários...meu Deus. Eu chorei porque a arte é linda, o ser humano é capaz de criar coisas tão fantásticas, e é tão bom estar viva e poder ver tudo isso.



Com a voz...ai! Ela cantou, afinadíssima, colocando a voz pra lá e pra cá como se fosse uma coisa qualquer. Ela sussurrou, ela gritou guturalmente, e até desafinando ficou linda, porque tinha tudo a ver na hora. Ela fez o Ballet cantar em coro pra que ela solasse, ela fez harmonias com a voz e o violão. Ela fez percussão com as palmas, os braços e a voz. Eu chorei porque ela expressou tantos sentimentos com a voz e eu também expresso tanto de mim com a minha.

Enfim, gente, que o espetáculo foi...verdadeiro. Vocês sabem aquela coisa que vem da alma? Que te põe em pêlo na frente de todo mundo e você simplesmente não tem vergonha, porque aquilo é o que você é, e não se pode achar feio ou bonito algo que simplesmente É? Pois foi isso. E eu chorei, porque vi a alma daquelas pessoas, e achei tudo tão lindo e tão feio, como vejo também a minha alma, simplesmente SENDO.

:,)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Supercardióide

Tô perdida!!

Ganhei um microfone novo, dado por um músico amigo meu. Não sei se ele ficou com dó de mim e meu LeSon pebinha ou se apenas me subornou pra eu tocar mais com ele. Seja lá qual for o motivo, o ótimo fato foi que ele me deu um Samson Q7.



Ele é supercardióide (aprendi isso no curso de áudio, vivaaaaaa!), muito bom para shows. O que muda em relação aos mais comuns (os cardióides) é a angulação da captação dos sons (de modo geral, ele pega mais a minha voz e menos os instrumentos da banda) e o fato de que ele praticamente não dá microfonia (o que é fantástico e incrível, só mostrando a vocês, uau!). A coisa é que o bicho é muuuuuuuuuito sensível! Até minha respiração ele pega. Ensaiei com ele anteontem. E estou desesperada!

Gente, praticamente preciso reaprender a cantar. Eu sempre pulei e dancei. E aí falta um pouco de ar, né? Ele pega tudo. Tantos e tantos músicos eu perturbei, especialmente os guitarristas, dizendo que eles estavam tocando alto, quando na verdade, era o meu microfone que não tinha o ganho adequado. Minha voz está numa força, numa clareza, numa percepção inacreditáveis! Quando eu penso que ele nem é dos melhores microfones possíveis...começo a ficar com medo. :O

Bem, então, pra terminar o ano, vou fazer esse show dia 22, quinta-feira, com a banda Mary Poppins, no BondCanto, as 21h. Ainda não sei o preço. Depois coloco lá na parte de shows. Devo fazer com esse microfone. Ai, tô com medo! (risos)

Ah, também achei ele mais pesado que os outros, o que também tem me cansado um pouco. Vamos ver como é que vai ser.

Beijos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Boas idéias e Isquemia

Ano novo é tudo de bom na vida de uma pessoa. Eu estou muito feliz com as boas idéias que tive hoje pro ano que vem. :)

Mas antes que ele chegue, que tal uma pequena listinha dos (meus) acontecimentos musicais de 2011? :P

1) Comecei o ano apostando em vários projetos.

2) Logo soube que tinha saído minha transferência pro curso de Música Popular. (Iuhuuuuuuuuu!!!)

3) Tranquei o curso por motivo de trabalho :( , mas também foi ótimo. Nunca toquei tanto. Maio, junho e julho foi show toda semana, as vezes até mais de um! Uaau!

4) Parei tudo pra fazer gravações, que acabaram não acontecendo ou ficando pela metade. :/

5) Saí da Quanta e entrei na Mary Poppins.

6) Tive fantásticas boas idéias para 2012!

Também quero contar que acabo de fazer uma composição. Ainda sem gravação, fica só a letra. Não é nenhuma poesia profunda, mas gostei do flow. Aí só ao vivo pra vocês ouvirem. ;) Acho que está em Bm.

Isquemia 
Carvalho


As pessoas vivem
sorrindo, sofrendo
girando e cantando
sem parar

O mundo não pára
não importa o vivido
se é felicidade
ou tristeza no ar

Tudo começa e acaba na velocidade de um pensamento
Tudo se inicia e termina antes que eu possa mesmo sentir o momento

E você vem como um bálsamo
E você vem derramando sorrisos no dia mais cinza

O meu coração bate bate bate bate diferente
O meu coração bate bate bate bate diferente

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

harpista e metida a besta

Afe! 1 mês que eu não posto, sei lá...

Rolaram umas gigs como harpista - imaginem só! Fui pega no susto, é claro, tive que substituir minha professora. Coisa diferentíssima, tocar em casamentos tão chiques, não abrir a boca a festa inteira, hihihi, coisas bem diferentes.

Hoje conversei com dois novos integrantes do meu projeto: a designer e o figurinista, que já se escalou como muito mais que isso, como um completo personal stylist. Sei lá como é que se escreve, hihihi, mas o fato é que ambos me passaram alguns deveres de casa que preciso fazer aqui. Desculpem essa carreira. Tsc...

A banda Chá de Cozinha passou a se chamar Mary Poppins (hihihi) e ficaram mesmo comigo no vocal. Nós vamos tocar dia 22. Estou achando ótimo fechar meu ano com chave de ouro, um ano em que toquei tanto. Que muito mais shows venham em 2012! Depois posto detalhes do show pra vocês.

Beijão.