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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Feminária Musical


No post sobre o Hip Hop, contei pra vocês que as questões de Gênero me interessam. Falei que estou participando de um grupo de pesquisa sobre o assunto. É o Feminária Musical, em que a gente estuda feminismo, racismo, sexismo, música, produção musical, composição e o que tudo isso tem a ver com a gente. Muito bacana. Pois bem, eu estou de voluntária nesse grupo, mas os bolsistas, que já entraram a mais tempo, fizeram, junto com a professora e alguns alunos da pós, um artigo a ser publicado numa revista científica. Acompanhei a finalização desse artigo, além de algumas outras discussões e fiquei surpresa quando a professora citou a mim e a minha outra colega voluntária, no rodapé do texto. Vejam o que ela fala sobre nós:



O presente artigo discute parcialmente, indagações e resultados de um projeto

maior intitulado “Feminaria Musical ou epistemologias feministas em música no Brasil” (1) e

que vem sendo realizada pelo Feminaria Musical: grupo de pesquisa e experimentos sonoros.


(1) - [Esta é a nota:]

O mesmo foi aprovado pelo edital Permanecer/UFBA 2012 (um programa da Pró-Reitoria de
Ações Afirmativas e Assistência Estudantil da UFBA (PROAE) e conta com 3 bolsistas de iniciação científica
Permanecer, 2 mestrandas(os) em etnomusicologia, orientandas(os) da proponente e coordenadora do grupo,
1 etnomusicólogo, pesquisador colaborador e tutor da pesquisa, que são co-autoras(es) do presente artigo.
O projeto conta ainda com duas graduandas que participam como voluntárias, entrando já no decorrer do
processo. Estas têm participado ativamente dos encontros e atividades do grupo: Ellen Carvalho, cantora e
instrumentista estudante do curso de Música Popular da UFBA, e Laura Cardoso, violonista e compositora,
estudante do curso de composição da UFBA. O referido grupo integra a linha de pesquisa Gênero, Arte e Cultura
do Grupo de Pesquisa do Núcleo de Estudos Interdisciplinares da Mulher (NEIM/UFBA).

Olha que chique, fui nomeada "cantora e instrumentista", hihihi. Estou muito contente com a produção dos colegas e em ser citada no artigo como participante. O objetivo do grupo é produzir discussões teóricas e fazeres práticos. Então, quando for possível, vou divulgando pra vocês irem ver alguma coisa.

Depois coloco o link integral da revista aqui.

:*


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Momento Retrô


Hoje estive arrumando umas coisas velhas e achei...hiahaihai, PÉROLAS! Vejam meu super celular Hyundai, "a cara da riqueza", que eu ganhei com 19 anos. Uauuuu!!!

Notaram o detalhe do "pequeno e leve" escrito na capa? Huahuaha!

Vinis, fitas cassete, fitas de vídeo. Eu colecionava clips musicais da mtv. Hoje podemos achar qualquer coisa no Youtube. Sabem como eu fazia pra ter as músicas (já que não podia comprar cd de tudo que eu queria)? Esperava passar no rádio e gravava na hora. Tinha que ficar super atenta! (risos) Vejam meu walkman, último modelo chiquérrimo da Sony, que ganhei para ouvir minhas gravações em qualquer lugar. Uau, que evolução, andar com minhas músicas preferidas pela rua! (risos)


Pra conseguir a letra correta de uma música em inglês, tinha que pedir aos colegas que faziam curso de inglês (que eventualmente distribuiam letras das trilhas internacionais de filmes e novelas famosos). Ou tirar no ouvido mesmo. Algumas eu conseguia tirar as palavras. Outras eu simplesmente tirava o som das sílabas. (Tipo: Bili Djean es no mai lover/ Xis jiast a gerl, etc) Hihihi. Achei vários cadernos com letras de músicas em inglês e em português. Aí está a anotação de País Tropical (eu nunca entendia nada que Jorge Ben cantava, hihihi) e um autógrafo que eu pedi a Daniela (Mercury) quando tinha 11 anos. Que gracinha!



E então fui me lembrando como cantar passou a ser meu primeiro instrumento musical. Eu fazia esse treinamento de ouvir a música e repeti-la um milhão de vezes. Hoje a gente quase não faz isso, não é? Temos TODAS AS MÚSICAS DO MUNDO ao nosso alcance. Quem "perde tempo" ouvindo 30 vezes uma mesma música, se pode ouvir 30 músicas de países diferentes? Quem pára pra ouvir cada respiração, cada interjeição? (Só eu e outros "dodóis".) Eu estudei piano aos 9 anos, mas achei muito "fácil e chato". No piano não dava pra tocar as músicas que eu ouvia no rádio. Só músicas "clássicas" ou "velhas". (risos) (Os professores não ensinavam o que a gente queria ou músicas famosas, coitados.) O instrumento que dava pra tocar o que eu gostava era minha voz. Só que ela não fazia as coisas exatamente do jeito que eu queria. Então fui estudar.

Achei, inclusive, uma fita de eu cantando com 8 anos. Afe! (risos) Se eu conseguir transformar em arquivo digital, tento colocar aqui qualquer dia desses. Nomeei como Euzinha. Eu dizia: "Desculpe, gente, eu estou gribada", e soltava um agudo terrível, cantando Balão Mágico. Hiahiahia, que fofinha.

Em contrapartida, ontem, na festa de Iemanjá, foi a feijoada inteira ao redor de iPhones e Macs. A trilha sonora (de Gretchen a Deep Purple) foi toda ouvida e assistida no YouTube. Vejam na foto como todos os comentários giram ao redor dos arquivos nos telefones.


E o caso é que não existe tempo "melhor" ou "pior". Cada época teve sua delícia. Que bom poder aproveitar todas elas. :)