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Bio

Resumir a vida da gente não é coisa simples. Uma trajetória longa em poucas palavras.

Talvez seja importante você saber que música formal eu comecei a estudar com nove anos. Piano, partitura, essas coisas. Achei muito fácil...e chato! Eu queria tocar as músicas que ouvia no rádio. Aí larguei.

Com 14 anos fui morar em Minas Gerais. Aquele maravilhoso celeiro de músicos excepcionais, em que há um conservatório em cada esquina! E encontrei um numa esquina maravilhosa, o Conservatório Estadual Cora Pavan Capparelli, onde pude estudar tantas outras coisas que eu queria. Além do piano, canto, canto coral e teoria musical.

Voltando pra minha terra, Salvador, estudei no Conservatório Schubert e na extensão da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, também diversas coisas: canto, violão, teoria, regência. Tive bandas de diversos estilos: como a banda de pop rock Entre Aspas, em 1999-2000; nos mesmos anos, a primeira banda de mulheres do hip hop nordestino, O Grito, participando ativamente do movimento; em 2002, a banda experimental Sáfaros; de 2004 a 2006, a banda de blues A Dama e os Viralatas.

Aí quis estudar mais profundamente e prestei o vestibular em 2004. (Graças a Deus) perdi, costumo dizer. Estudei piano e canto com as professoras Julia Akatsu e Ana Paula Albuquerque, respectivamente. Então em 2007 passei para a Licenciatura, naquela mesma universidade.

Foi um ano muito produtivo, em que dei aula (na extensão da escola, onde eu tinha estudado antes) e toquei bastante (com o violonista Fábio Sacramento). Em 2009 gravei meu primeiro cd demo. De 2010 a 2012, toquei com o grupo acústico Lex, além de me transferir para o curso de Música Popular, aí sim, encontrando minha verdadeira paixão. Em 2012, toquei com a banda de rock Quanta; de 2015 a 2016, fui vocalista e arranjadora da banda de blues Chat Noir.

Aí em 2013 aconteceu um cataclisma! Tive a oportunidade de estudar harpa com a professora Mariana Tudor e simplesmente ME APAIXONEI! Falei: "meu Deus, não quero mais cantar nem tocar piano, só estudar harpa para sempre". Hiahiahiahi! Foi impactante e maravilhoso, mas já estava em mais da metade do curso, preferi prosseguir. Nesse mesmo ano fiz meu primeiro show autoral, Quando eu Canto, além de abrir uma escola de música, a Solamus, que funcionou até 2015. Também foi em 2013 que entrei para o grupo de pesquisa Feminaria Musical - Experimentos Sonoros - outro marcador importantíssimo, com o qual fiz uma série de debates, estudos e performances de cunho feminista, culminando no recital Aioká, com minhas composições e de outras compositoras baianas, finalmente me formando em 2016.

Em 2014 me tornei musicoterapeuta pela Faculdade Hélio Rocha; em 2015, técnica em piano pela Fundação Cultural do Estado.

De 2013 a 2016 atuei como musicoterapeuta das Obras Sociais Irmã Dulce.

Hoje estou trabalhando com musicoterapia e empoderamento feminino no Dou Lar e focando minha vida musical nas performances como cantora e harpista. Também me tornei mãe, o que ressignificou tuuuuudo. Mas aí já é outra história... :)